quarta-feira, 19/06/2024

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Abastecimento da Capital sofre com perda de espaço dos galpões logísticos

Simone Santos, integrante do núcleo de coordenação do Comitê de Real Estate da Associação, apresentou na reunião mensal do grupo, na sexta-feira, 17 de maio de 2024, os motivos pelos quais a verticalização de São Paulo expulsa os galpões logísticos e prejudica o armazenamento e o abastecimento da Capital.

Simone explicou a atualidade do tema devido à recente mudança na lei de zoneamento de São Paulo, que restringiu ainda mais a possibilidade de permanência de galpões na cidade, principalmente por questões de custos. “O novo zoneamento é mais permissivo à verticalização, o que torna os galpões menos viáveis financeiramente em comparação com empreendimentos residenciais”, disse a especialista, que também é sócia-diretora da Binswanger Brazil.

As construtoras residenciais conseguem pagar mais pelos terrenos do que os investidores de galpões, pois a verticalização permite um Valor Geral de Vendas (VGV) maior, enquanto a receita dos galpões é horizontal, baseada apenas no aluguel, explicou.

Segundo ela, a tendência de verticalização e transformação de antigos bairros industriais em áreas residenciais, como Santo Amaro, Mooca, Barra Funda e Vila Leopoldina, vem ocorrendo desde os anos 2000. A verticalização é considerada o “pior inimigo” do mercado de galpões em São Paulo.

Os galpões remanescentes na capital terão custos de locação acima da média nacional, entre R$ 40 e R$ 45 por metro quadrado, devido às restrições impostas.

A palestra também abordou os galpões para suprir a demanda do e-commerce (last mile), por conta do qual muitos investidores começaram a se interessar pela possibilidade de fazer o retrofit de instalações com a finalidade de suprir essa demanda.

Fotos: Divulgação

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