Abralog apoia GNV no transporte de carga, e sugere Frente Pró-Gás

No lançamento do Programa BNDES Gás, via web, nesta quinta-feira, 25.2.2021, que traz um conjunto de soluções financeiras para a cadeia de gás, entre elas o uso do GNV no transporte de carga, o presidente da Associação Brasileira de Logística, Pedro Moreira, defendeu a criação de uma Frente Pró-Veículos a Gás, com participação e liderança do BNDES, montadoras, entidades setoriais, embarcadores, operadores logísticos, redes de varejo, empresas de e-commerce, que já estão testando e implantando a solução em sua frota, tanto de cargas como passageiros e ônibus.

Pedro Moreira esteve no painel “Avanços no Mercado Brasileiro de Gás Natural”, do qual participaram Luiz Costamilan (Diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás – IBP) Eduardo Eugênio (Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan) e Luiz Augusto Barroso (Especialista em energia elétrica e gás natural e Presidente da consultoria PSR), sob a mediação de Guilherme Martins, Chefe do Departamento de Estruturação de Projetos do BNDES.

 O presidente da Abralog abordou as principais dificuldades para a adoção da tecnologia, como a ampliação da infraestrutura de abastecimento, o alto custo de instalação do equipamento a gás, além da atração das montadoras, cuja participação ainda é diminuta.

Ao lembrar que no momento a saúde do setor de logística e transportes, de modo geral, não ser boa, ele lembrou que todo incentivo por parte do Governo O carro elétrico recebeu incentivos e facilidades governamentais em seu desenvolvimento.

“Há hoje uma consciência crescente das empresas sobre a importância de utilização de energias mais limpas, menos poluentes.Vemos várias empresas dos diversos segmentos testando a solução, adquirindo, mesmo que ainda em pequena escala, caminhões evônibus movidos a GNV e Biometano, e a avaliação dessas empresas tem sido positivo”.

Moreira comentou que o mercado vem testando o kit bicombustível, que permite o uso de GNV, Biometano e Diesel. Entretanto não há uma validação das montadoras com relação a essa solução, portanto, o veículo adaptado perderia sua garantia em vigência.

“A ideia parece ser interessante, com investimento e total cost of ownership menores, principalmente nessa fase inicial de adoção de veículos a gás. Mas há que se ter atenção e homologação em relação aos aspectos de performance, segurança, etc.



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