quarta-feira, 19/06/2024

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Abralog e Ateha, parceria para robustecer movimento

Depois de a Associação Brasileira de Logística (Abralog) lançar o Movimento Nacional pela Logística Humanitária, a entidade busca agora parcerias para tornar mais robusta a ação de ajuda, e uma delas está em discussão com a Ateha, desenvolvedora que apoia negócios com alta aptidão para solucionar desafios climáticos, além de ter também desenvoltura e repertório para lidar com desastres climáticos, como o de agora no Rio Grande do Sul.

Na opinião do presidente da Abralog, Pedro Moreira, os esforços conjuntos podem significar a criação de estrutura para atuar em eventos extremos, pois hoje o Brasil sabe muito pouco sobre isso – até em função da crença de que tragédias desse tipo jamais aconteceriam aqui. “Está ficando claro que momentos trágicos ambientais podem se tornar companhia indesejável em muito menos tempo do que todos nós imaginávamos”, comenta Moreira.

Para Paula Scherer, co-CEO da Ateha, é imprescindível contar com apoio de conhecimento logístico, daí a importância da Associação Brasileira de Logística. “A expertise da Abralog e das empresas a ela associadas são fundamentais por representar orientação, conhecimento especializado e ferramentas para ajudar a superar os desafios e encontrar oportunidades, saídas e soluções. É preciso ter conhecimento logístico que possa iluminar o caminho em tragédias como essa, e isso é a grande contribuição da Abralog pode dar”, afirma a especialista.

Números trágicos

De acordo com Scherer, no Rio Grande do Sul a magnitude do desastre atinge todas as camadas sociais, devastando mercados, centros de abastecimento, hospitais, centros logísticos, grandes lojas e produtores de alimentos,  simultaneamente. Somente para os 615 mil desabrigados, estima-se que seriam necessários, por dia, seguindo a dieta recomendada pela OMS, 1.2 milhão de litros de água e 492 mil kg de alimentos fora roupas, colchões, medicamentos, etc.

Desencontros e reconstrução

Ela aponta que muitos desencontros estão ocorrendo. Houve casos de mobilização de 400 toneladas de doações sem considerar a circulação de caminhões, resultando em riscos e problemas logísticos. Frequentemente, cidades e abrigos fazem pedidos interestaduais de itens que existem em municípios maiores e mais próximos.

Sobre a reconstrução, Scherer afirma que estimativas indicam prejuízo de aproximadamente R$ 11 bilhões entre os setores público, privado e habitacional, quantia que pode aumentar na medida que o acesso às áreas afetadas se torna viável, permitindo a identificação mais precisa dos danos. Ela enfatiza que, se continuarmos fazendo o mesmo e esperando resultados diferentes, não haverá mudanças. É necessário pensar em alternativas plausíveis para reconstruir a região, considerando a nova realidade climática e o fato de que o Rio Grande do Sul foi construído sobre áreas alagáveis. Scherer menciona o conceito de Cidades-esponja da China como uma possível inspiração para adaptação climática.

Para além do prejuízo, Scherer destaca a importância de começar a pensar em planos de adaptação climática nacional e discutir orçamentos de prevenção. Sobre a Ateha, ela explica que é uma desenvolvedora de negócios pelo clima, cuja missão é apoiar negócios que solucionem desafios climáticos, especialmente no eixo de água e sistemas agroalimentares. “Acreditamos nos negócios como chave para a regeneração do planeta e para a manutenção da vida na Terra”, afirma.

O nome Ateha surgiu combinando a ideia de terra com um enfoque humano, daí, troca dos dois erres por h.

Foto: Divulgação

Abralog faz bem para sua logística.

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