As empresas que se adaptaram melhor à crise sofreram menos

Quase 5 meses depois de iniciado o isolamento social em função da pandemia, período em que foi testada e aprovada a atuação da logística, que não deixou o País parar, é possível tirar muitas lições para o setor, extremamente úteis para a retomada da normalidade.

Assim, “As lições da pandemia: o que deve mudar no setor de logística”, foi o tema do webinar que Intermodal South America e Abralog realizaram na quinta-feira, 16.7.2020, quando Hermano Pinto Junior, diretor da Intermodal, entrevistou Pedro Francisco Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística, a Abralog. Clique para ver a íntegra da entrevista.

Moreira, ao rememorar os últimos meses, lembrou que poucas empresas tinham um núcleo para discutir emergências, pronto para entrar em ação, com membros definidos e alguma estratégia para os primeiros passos e defesas. Os comitês foram montados às pressas, disse. Todas as companhias devem ter um manual de crise com detalhamento das atitudes e decisões a tomar, aconselhou.

A crise, segundo ele, mostrou que as empresas melhor preparadas se saíram com mais facilidade das dificuldades. E citando Darwin, afirmou que não foram as mais fortes, ou maiores, que conseguiram suportar a pandemia de forma mais confortável, mas as que conseguiram se adaptar melhor. 

Entre as lições que notou nesses primeiros meses de isolamento, o presidente da Abralog citou os benefícios de se ter governança corporativa funcionando, gestão financeira e gestão de preços, planejamento estratégico, gestão de riscos e análise de cenários, entre outros procedimentos administrativos.

Outro grande aprendizado foi a importância de se ter instalada algum tipo de tecnologia e digitalização nas empresas. A venda pelo e-commerce mostrou que foi uma tábua de salvação, assim como o delivery, a partir de aplicativos corriqueiros, como WhatsApp, por exemplo, e divulgação em mídias sociais.

Pedro Moreira elogiou os logísticos e a performance do setor, que se desdobrou para impedir que o País parasse, e nesse sentido foi possível ser vista a decantada colaboração em logística, sempre desejada, como forma de eficiência e redução de custo, mas que dificilmente é implantada, devido à insegurança de compartilhar informações procedimentos. Dessa vez, foi.



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