BBM Logística compra transportadora e fica perto de lançar ações na Bovespa

Cumprindo minucioso plano de crescimento para se fortalecer nas primeiras posições entre os operadores logísticos do País, a BBM Logística anuncia a compra da transportadora Translovato, uma das principais empresas do segmento de carga fracionada do País, o que amplia seu leque de soluções para o mercado. Dos 5.570 municípios brasileiros, a BBM passa, com a transação, a chegar a mais de 3 mil. E o número de funcionários mais que dobra – de 1.500 para 4.000. Além de estar entre as 5 maiores empresas de transporte rodoviário do País, com portifolio robusto de serviços end-to-end.

A aquisição também é mais um passo para que a BBM faça uma oferta de ações (IPO) na B3 em 2020. A empresa está listada desde o início deste ano no Bovespa Mais, segmento dedicado ao crescimento de empresas via mercado de capitais.

O presidente da BBM, André Alarcon de Almeida Prado, explica a importância da aquisição: “Considerando que a BBM tem forte atuação em operações dedicadas (DCC) e em gestão de transporte (TM), o principal objetivo dessa aquisição foi construir um modelo de negócio capaz de gerar soluções integradas aos clientes, que possam conectar operações desde a saída dos fornecedores até os seus clientes finais, provendo serviços de transporte de carga completa, fracionada, internacional, intermodal (porto-planta-porto), soluções de transporte e armazenagem com equipamentos dedicados”.

Ao jornal Valor Econômico, Almeida Prado declarou: “Muito provavelmente a oferta pública inicial de ações (IPO), será realizada no ano que vem. Como estamos completamente prontos internamente, seria um bom ano, mas vai depender das condições de mercado”, disse o executivo.

A BBM Logística foi criada pela família Battistella há mais de 20 anos no Paraná. Como os fundadores tinham planos de ocupar os primeiros lugares no ranking do setor, fecharam em 2017 acordo com o Fundo Stratus, que profissionalizou a empresa e impôs forte ritmo de crescimento orgânico e via aquisições. Os resultados apareceram sem demora: de R$ 337 milhões de faturamento em 2017, a BBM deve fechar 2019 com R$ 1,1 bilhão. E as aquisições continuam no radar: no momento há oito empresas na mira.

Um comandante – A trajetória recente da BBM e sua parceria com o fundo Stratus teve na profissionalização um de seus principais pilares. Foi o caso da escolha do CEO, que precisava ter perfil estratégico capaz de ler corretamente o setor, suas tendências e os rumos da economia brasileira. A escolha recaiu sobre André Alarcon de Almeida Prado, um dos maiores especialistas em transporte de carga do País.

Confirmando o perfil, no início de 2018 Almeida Prado incorporou a divisão de transporte terrestre da Kuehne + Nagel Brasil, formada pela Transeich Assessoria e Transeich Armazéns Gerais Agora, com a Translovato, a BBM dá outro salto: a operação, segundo Almeida Prado, representa somar R$ 400 milhões em receita: “A associação entre Translovato e BBM Logística criará um dos maiores operadores logístico do País, e o melhor do Mercosul. O nome e o modelo de negócio da Translovato não mudam, e a BBM continuará investindo para ter a melhor cobertura de transporte, agora também de fracionado, do Brasil e do Mercosul”, acrescenta.

Com a aquisição, a BBM passa a ter presença maior no Centro-Oeste, pois a maior parte de suas operações está no Sul e Sudeste do País, e também no Uruguai e na Argentina.

Ainda ao Valor, André Alarcon de Almeida Prado disse: “A projeção do grupo é que, entre 2020 e 2022, a receita bruta da companhia praticamente dobre, chegando a R$ 2 bilhões”. O montante supera em muito as projeções feitas pela empresa há cerca de um ano, que não incluíam as operações de compra concretizadas recentemente. O novo cálculo parte da premissa de que o grupo vai manter o atual ritmo de crescimento orgânico – a projeção é que um crescimento anual entre 10% e 15% – e inorgânico, com novas aquisições.

 



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