Para Abralog, cadeia logística tem de levar saúde, não doença

Os profissionais da cadeia de abastecimento, envolvidos nos últimos dias mais do que nunca no esforço de abastecer o País, necessitam com urgência de estrutura de saúde ao longo das rotas percorridas, não só como segurança pessoal, mas também para não se transformarem em transportadores do coronavírus. A responsabilidade crucial da logística nesse caso é fazer a entrega de alimentos, remédios, matéria prima e equipamentos. O vírus não pode pegar carona nessa missão.

Essa assistência, num entendimento preliminar da Abralog, deveria conduzir motoristas para exames de avaliação, a partir da existência de sintomas, e providências ao longo das rodovias, caso de pequenos postos médicos para orientação e consulta, além de espaços para descanso e alimentação.

Na cadeia logística de abastecimento, notadamente nos Centros de Distribuição e no ambiente das transportadoras e operadores logísticos, é preciso intensificar o monitoramento das condições de higiene, limpeza e segurança preconizadas pelas autoridades sanitárias. Essas unidades receberiam kits de combate ao vírus, como álcool gel, máscaras e luvas. O mesmo o longo das rodovias, pois há locais estratégicos para esse apoio: postos de pedágio, instalações das polícias rodoviárias, postos de combustível frequentados por caminhoneiros e grandes centros de serviço aos viajantes.

Tal cuidado especial se justifica pela extensão e porte da cadeia logística, que representa 12% do PIB brasileiro. E se levarmos em conta apenas o número de veículos do transporte rodoviário de carga, fica mais do que justificada a preocupação de levar abastecimento, não doença: afinal, rodam mais de 2 milhões de caminhões no Brasil, sem contar 5,7 milhões de comerciais leves. Com o isolamento social definido pelas autoridades de saúde, o recolhimento das pessoas e das frotas de carros torna “visível”, mas nem por isso mais fácil, a área a ser trabalhada, na verdade uma tarefa imensa e inadiável.



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