Dificuldade tecnológica na PME é barreira para economia digital

Estudos recentes descobriram que as lacunas na infraestrutura digital e os desafios para as pequenas e médias empresas (PMEs) adotarem as mais recentes tecnologias digitais são vistos como as principais barreiras para o crescimento da economia digital – como apontaram os especialistas do setor no Digital Innovation Day, nesta quarta-feira.

As descobertas se baseiam extensivamente em insights de estudos da Huawei, pesquisas de observadores do setor e analistas como Boston Consulting Group (BCG), entre outros.

A qualidade dos talentos é uma das principais barreiras para o crescimento da economia de inovação impulsionado pelas tecnologias digitais transformadoras, de acordo com os resultados de uma pesquisa da BCG que abrange 1.775 gestores e executivos do setor de TIC. “Com base na pesquisa, a extensão e a qualidade dos talentos digitais de um país parecem ser os fatores-chave para potencializar o crescimento do seu ecossistema de inovação. Além disso, um governo proativo e um setor privado eficaz também são essenciais para o desenvolvimento da economia digital”, diz Andrew Williamson, vice-presidente de Assuntos Públicos da Huawei.

Os dados mostram que a economia digital vem crescendo consistentemente mais rápido do que a economia tradicional há alguns anos. A pandemia da COVID-19 acelerou muito essa transição para o digital. Para muitas PMEs têm sido “adotar o digital ou falir”.

As estruturas como banda larga fixa, banda larga móvel e computação em nuvem tornaram-se cruciais para o desempenho econômico. Até 2030, espera-se que o 5G contribua entre 2 e 5% do PIB global, a IA com cerca de 15%, enquanto a IoT entre 12% e 15%. Já o blockchain contribuirá com cerca de 4%.

“A convergência de tecnologias como redes, IA e Cloud produzirá um crescimento explosivo no setor digital, e também vemos essas tecnologias unirem forças com avanços tecnológicos no setor de energia renovável”, disse Cesar Funes, vice-presidente de assuntos públicos da Huawei América Latina e Caribe.

Alguns governos estão colocando o digital no centro de seus programas de recuperação do crescimento econômico e como impulsionadores para o crescimento nacional da produtividade a longo prazo. A União Europeia, a China e a Coreia do Sul planejam fornecer apoio fiscal substancial ao investimento em infraestrutura digital e novos setores econômicos, como a economia algorítmica, a nova energia e a saúde digital. Williamson também destaca como países como África do Sul, Brasil e Tailândia colocaram em prática políticas e regulamentos de apoio durante a pandemia para facilitar a conectividade digital com aqueles que mais precisavam durante a pandemia.

O quadro de pesquisa baseia-se nas extensas observações da BCG de que a adoção digital leva à inovação que forma um ciclo virtuoso de expansão econômica digital. Isso tem que ser apoiado, no entanto, por um setor privado vibrante e por um ambiente de negócios propício. Mas com base nas histórias de sucesso digital registradas na pesquisa, o mercado não pode resolver por conta própria. Um governo proativo apoiando e engajando-se em todos os itens acima também foi visto como de suma importância.

“As três áreas de desafio de: infraestrutura digital inadequada, adoção de PME atrasada e lacunas de talentos foram, de longe, as mais comumente identificadas como as mais problemáticas em todos os países do estudo. Consequentemente, é provável que sejam os mesmos problemas em todas as jornadas de transformações digitais de cada país. Para quaisquer governos atentos aos recursos e prioridades, sugerimos que focar nessas três áreas primeiro pode impulsionar ainda mais a inovações benéficas apoiadas por esta governança esclarecida”, disse Williamson.

Formuladores de políticas, executivos do setor e analistas na edição da América Latina e Caribe do Huawei Digital Innovation Day 2021, pediram esforços conjuntos, formulando estratégias digitais nacionais proativas e oferecendo apoio para que as indústrias adotem tecnologias digitais e cresçam seus pools de talentos locais.

“Para que essa visão ideal se concretize em termos de transformação digital e crescimento inovador, precisamos agir em termos de política, infraestrutura e talento. Em algumas dessas áreas, precisamos de esforços conjuntos tanto do setor público quanto do privado. Ambos desempenham papéis importantes”, disse Michael Chen, diretor de comunicações corporativas da Huawei América Latina e Caribe.

A Huawei

A Huawei é líder global em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e uma das 100 marcas mais valiosas do mundo de acordo com a Forbes. A companhia tem a visão de enriquecer a vida das pessoas por meio da comunicação e é dedicada à inovação centrada no cliente. Com sólidas parcerias com a indústria local, a Huawei está comprometida com a criação de valor para operadoras de telecomunicações, empresas e consumidores, oferecendo produtos e soluções de alta qualidade e inovação em mais de 170 países e territórios. Com mais de 197 mil funcionários em todo o mundo, a empresa atende mais de um terço da população mundial. Há 23 anos no Brasil, a Huawei é líder no mercado nacional de banda larga fixa e móvel por meio das parcerias estabelecidas com as principais operadoras de telecomunicações e possui escritórios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife, além de um centro de distribuição em Sorocaba (SP) e um Centro de Treinamento em São Paulo.



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