Entrevista | Eduardo Mengoni, ‘Head’ de Vendas da Tecnotri

Há 18 anos no mercado, a Tecnotri produz linha completa de produtos de plástico para a logística interna, externa e reversa. Nesta entrevista ao Portal Abralog, o Head de Vendas da empresa, Eduardo Mengoni, fala dos planos para a Tecnotri tornar-se referência de mercado, analisa a logística brasileira e explica as razões da filiação à Abralog.

Como está sendo enfrentar a pandemia?
Estamos nos aproximando de nossos clientes para ajudá-los a entender o momento e as dores causadas pela pandemia e isolamento. Ao caminhar mais próximo deles, temos colhido bons frutos e temos conseguido ajudá-los com nossos produtos e até no desenvolvimento de novas soluções por meio de nosso P&D.

A empresa teve tempo de se preparar?
No momento pré-crise, aceleramos nossa produção para garantia de um estoque regulador. Após ser decretado o isolamento, tomamos todas as precauções necessárias e continuamos a produção, porém com capacidade reduzida a 70%. Devido ao grande número de ações necessárias e com intuito de entender as informações e instruções legais criamos um comitê de gestão de crise com dois encontros diários.

Em que condições está trabalhando?
No momento atual estamos trabalhando com 100% de nossa capacidade instalada e respeitando as normas de sanitização e cuidados. Instalamos pedilúvio na entrada da fábrica, conferência de temperatura, uso de máscara por 100% dos colaboradores, dentre outras medidas.

Como vê a retomada? Como ela será?
Acreditamos numa retomada em “V” a partir do final do isolamento. Teremos alguns setores que serão locomotiva e ajudarão a arrastar toda a economia brasileira. Nesse período investimos em novas máquinas e contratações de estratégicas que ajudarão nosso País a sair dessa crise.

Temos mais de 18 anos de mercado e dominamos todas as fases de desenvolvimento dos produtos, do projeto a execução, com softwares de última geração, equipamentos tecnologicamente atualizados para processos de rotomoldagem, fabricação própria dos moldes, certificação de qualidade… Iniciamos nossas atividades para atender um exigente mercado de demanda por peças plásticas de alta resistência e durabilidade, para os mais diversos segmentos. A partir de um processo de fabricação conhecido como rotomoldagem plástica, produzimos uma completa linha de  Com materiais de alta qualidade e tecnologia de ponta, criamos soluções para aumentar a segurança, a produtividade e a eficiência das empresas nos mais diferentes setores: industrial, automotivo, químico, agrícola, construção civil, farmacêutico, higiene e limpeza, alimentício e meio ambiente.

Qual o diferencial da empresa?
Investimos em pesquisa e tecnologia e contamos com uma equipe própria de engenheiros, que produz soluções sob medida para cada tipo de cliente. Produzimos linhas com componentes antimicrobianos e tratamento anti-UV, o que resulta em maior durabilidade, eficiência e higiene no fracionamento, unitização, armazenagem e transporte de materiais. Focando em embalagens de longa vida útil e retornáveis.

O que a empresa quer ser daqui a 5 anos?
Ser referência de mercado com soluções em produtos rotomoldados e presença consolidada no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

Nesse momento de revolução tecnológica, como a empresa encara as tecnologias disruptivas e como se preparar para essa era?
Acreditamos que as tecnologias disruptivas estarão cada vez mais presentes em todas as áreas de operação de uma empresa. Ncaso da logística, isso já é uma realidade cada vez mais latente. Na Tecnotri estamos desenvolvendo uma embalagem 100% rastreável, com monitoramento de temperatura e umidade que deverá chegar ao mercado ainda em 2020. Além disso, nossa produção já conta com o MES (Sistemas de Execução da Manufatura), sistema disruptivo de controle de produtividade e qualidade de nossas soluções.

Como é fazer logística no Brasil?
Desafiante!  Num País tropical e com dimensões continentais, os desafios são diários e muito presente, principalmente no transporte de alimentos e medicamentos. Acreditamos que, devido às tecnologias disruptivas, temos um ecossistema propício para geração de novas soluções que atenderá e facilitará muito o “fazer” logística no Brasil.

Quais são as principais dificuldades?
Dimensão, clima, qualidade das estradas, cobertura de sinal 4G e custos logísticos totais.

Como vê a logística brasileira?
Nos últimos anos a logística brasileira tem experimentado uma crescente mudança, principalmente nos marcos regulatórios que regem a logística farmacêutica e alimentícia. Agências como Anvisa, MAPA, FDA têm fechado o cerco às indústrias, cobrando o uso de paletes e embalagens sanitizáveis em toda a cadeia do processo produtivo. Tais exigências se estendem desde o transporte e armazenagem da matéria prima, passando pela produção de embalagens que acondicionam os produtos acabados, área produtiva e expedição das fábricas, até o monitoramento de temperatura e umidade do produto acabado desses dois importantes nichos. Sem dúvida, estamos em um momento ímpar da logística brasileira, muito carente de melhorias e com significativos desafios. Cabe às empresas que suprem as necessidades de embalagens e tecnologias no mercado de logística desenvolver e apresentar soluções que gerem saving e melhoria de processos.

Por que a empresa de associou à Abralog?
Buscamos na Abralog estar próximos das câmaras de debates com intuito de compartilhar experiências e contribuir na formação de um ecossistema que pensa soluções disruptivas para um mercado ainda carente de novas ideias e tecnologias.



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