Entrevista | Ronaldo Pirana, Gerente de Projetos e Novos Negócios da Tgestiona

A Tgestiona, braço logístico do grupo telefônico, acaba de se associar à Abralog.
A empresa chegou como unidade da matriz espanhola, mas depois foi adquirida pela subsidiária brasileira em 2015.

Como está a operação da Tgestiona, em função do coronavírus?
A pandemia do coronavírus trouxe um grande desafio de manter a segurança das pessoas e o atendimento nos volumes atuais e a qualidade do serviço. Frente a este cenário, a Tgestiona implementou o home office para grande parte de sua equipe administrativa, mantendo a rotina normal de atendimentos. Foram implementadas contingências para garantir o abastecimento de insumos essenciais no dia a dia da operação. Uma vez que as operações não podem parar, foram seguidas e implementadas ações mais rígidas que as recomendações do Ministério da Saúde no que tange à prevenção de contágio e higiene nas operações, assim como a montagem de equipes operacionais em dias alternados e/ou criação de turnos diferentes de modo a reduzir o contato e a quantidade de pessoas no mesmo local. Afastamento dos colaboradores com mais de 59 anos e com mais de 49 anos que possuem comorbidades que trouxessem risco e a disponibilização de álcool gel. A aquisição de máscaras também foi feita para utilização de todo o quadro operacional dos armazéns e dos motoristas em rota de entrega. Desta forma, apesar das adversidades, o atendimento dos armazéns mantém-se em linha os SLAs, assim como as performances de entregas que se mantêm próximo ao 100%.

O que é a Tgestiona Logística?
A Tgestiona é uma empresa do Grupo Telefônica, prestadora de serviços de logística. Nasceu com o objetivo de atender ao Grupo e ao longo de anos de experiência expandiu sua atuação para o mercado nacional.

 

Quais os principais focos de sua atuação?
A Tgestiona é um operador logístico que possui diferencial frente ao mercado tradicional atuando além dos processos de armazenagem (com armazéns no Estado de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), distribuição (aéreo e rodoviário nacional) e coletas. Possui experiência nos processos de recondicionamento de equipamentos de telecomunicação (remodelação), Inspeção de Qualidade de Produtos, Gestão de Sucatas e Inventários externos (lojas e canteiros de atendimento). Sempre ofertando soluções desenhadas especialmente para cada cliente, suportadas pelo controle digital online em todos os pontos da cadeia.

Em 2021 a empresa completa 20 anos de Brasil – o que se pode dizer desse período em termos de resultados?
Ao longo dos anos de atuação no Brasil, a Tgestiona passou por diversas adaptações, entre elas a societária, uma vez que nasceu como uma empresa pertencente à Matriz na Espanha, e em 2015, foi adquirida pelo Brasil. Além disso, em relação à atuação no mercado, o atendimento foi expandido para fora do Grupo Telefônica. Buscamos, assim, conquistar também o reconhecimento do mercado pela qualidade da prestação de serviços em termos de atendimento de prazos, informação e monitoramento em tempo real, além de rapidez na resolução de crises, como pudemos demonstrar durante a pandemia do coronavírus.

E de aprendizado – como ela vê o Brasil hoje?
O setor logístico possui um enorme potencial de crescimento em termos de volume e passa atualmente por uma transformação digital na qual a busca por soluções tecnológicas para melhor a produtividade, rapidez da transmissão de informações etc. Neste contexto, a Tgestiona investiu na aquisição de um moderno sistema WMS e TMS integrado com aplicativo mobile de baixa online de entrega.

Como é fazer logística no Brasil?
Desafiador, mas sempre promissor. A complexidade tributária dificulta a rapidez de tomada de decisão e encarece os preços, assim como o passado recente de intervenção do governo no sistema trouxe maiores desafios ao setor logístico. Porém, o Brasil é um País de grande extensão territorial que permite inúmeras oportunidades e parcerias entre os transportadores que acabam se especializando em determinados estados brasileiros.

A multimodalidade é uma das bandeiras da Abralog; como a Tgestiona vê um País desse porte sem sincronia de modais – e, mais, o que pode mudar quando tivermos essa situação dominada?
A multimodalidade é um desafio para os operadores logísticos que, devido aos gargalos estruturais e à complexidade fiscal e tributária, a integração completa dos modais acaba sendo evitada. Uma vez que este cenário passar de um modelo de entrave para um modelo de facilidade, os operadores e transportadores conseguirão reduzir os custos de suas operações assim como os prazos de entrega.



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