‘Estadão’ diz que caminhoneiros podem parar. Abralog vê movimento com preocupação

O jornal O Estado de S. Paulo, em reportagem publicada neste sábado, 23 de março de 2019, noticia que o governo acompanha atentamente movimentações de caminhoneiros no País, que ameaçam dar início a nova paralisação. A classe entende que os principais compromissos assumidos pelo governo Michel Temer no ano passado não estão sendo cumpridos, diz o texto assinado por Tânia Monteiro e André Borges.

Em nota, a  Associação Brasileira de Logística (Abralog) informa ver o noticiário com muita preocupação e recomenda cautela e um mínimo de lembrança para os acontecimentos de 10 meses atrás, “quando os caminhoneiros perderam, as empresas também e da mesma forma todos os cidadãos”, diz a Abralog. i

“Do mesmo modo que não é comprando caminhões que os embarcadores vão resolver a questão dos caminhoneiros autônomos e do valor de frete, não é pressionando a sociedade, e o Brasil, com mais uma derrubada de PIB, que o problema será resolvido”, comenta a Abralog diante dos rumores de paralisação.

“O caminho é o diálogo, o trabalho conjunto e uma desburocratização que gere reduções de custos para as partes, esta uma tarefa do governo”, conclui a entidade.

A seguir, o que diz a reportagem do Estadão: “Os monitoramentos (da movimentação dos caminhoneiros) são feitos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que tem por missão se antecipar aos fatos para evitar problemas para o governo.

As investigações apontam que teve início uma articulação por meio de mensagens de WhatsApp, que já começam a falar em paralisações para o dia 30 de março. O governo quer evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. Não quer, nem de longe, imaginar que pode enfrentar o mesmo problema que parou o País no ano passado.

Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o ex-presidente Michel Temer, no ano passado.

Na semana passada, Wallace Landim, o Chorão, presidente das associações Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, teve reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Chorão também teve encontro com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, na sexta-feira, 22, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Segundo Landim, os ministros disseram que, até a próxima semana, o próprio presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros. Na pauta de reivindicações da classe estão três pleitos. O primeiro pedido diz respeito ao piso mínimo da tabela de frete. Os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. A agência, segundo Landim, prometeu mais ações e declarou que já fez mais de 400 autuações contra empresas.

O segundo item da pauta é o preço do óleo diesel. Os caminhoneiros querem que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos combustíveis, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês, e não mais diariamente. Wallace Landim afirma que não é a favor de uma paralisação no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado soluções, mas diz que “o tempo é curto” e as mudanças estão demorando. “Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não estão descartadas. Estamos conversando.”

Por meio de nota, o Ministério de Infraestrutura declarou que, no Fórum dos Transportadores Rodoviários de Cargas realizado na sexta-feira, esteve reunido com lideranças do setor e ouviu as demandas. O governo confirmou que tratou do piso mínimo, pontos de paradas e descanso e o preço do óleo diesel. /COLABOROU RENATO ONOFRE” 111mode

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