FecomercioSP mostrou em live necessidade de desburocratizar logística do e-commerce

Foi ao ar nesta quarta-feira, 14/4/2021, a live “As vantagens da logística sem papel”, que reuniu como convidados, Aline Salles, diretora de Produtos de Transportadoras da multinacional Vtex, e o CEO do serviço de remessas da Flash Courier, Guilherme Juliani. Mediou o encontro o coordenador executivo do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e presidente da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), Vitor Magnani.

Entre as vantagens da logística sem papel, tema do evento, está a eliminação dos 16 documentos impressos necessários até que um produto negociado em plataformas eletrônicas chegue ao consumidor.

É tanta burocracia nesse processo, que as empresas chegam a gastar 31 dias do ano para processar todas essas obrigações – e, não à toa, esses penduricalhos parasitas podem custar até 10% do faturamento do negócio, segundo simulação da FecomercioSP.

Todos esses números levaram à realização da live, resultado de campanha apoiada por cinco entidades: a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), a Associação Brasileira de Logística (Abralog), o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp) e a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).

O que poderia ser uma operação simples, dinâmica e desburocratizada, torna-se um entrave formidável. Além do fato de uma única mercadoria comprada online poder gerar até 16 documentos antes de chegar ao comprador, há uma série preocupante de efeitos colaterais, como uso de equipamentos, queda de produtividade, tempo de trabalho, espaço para arquivamento, documentações interestaduais, separação e manuseio, ineficiência e demora e exposição desnecessária de dados do cliente, entre outros.

A reação contra essa situação muito grave é o principal objetivo do movimento Logística sem papel, pois perder até um mês de operação e 10% do faturamento é insustentável para qualquer empresário. Em 2019, disse Vitor Magnani, cerca de 2,4 bilhões de folhas de papel foram impressas nesse desperdício burocrático.

Se nada for feito, esses números devem aumentar na mesma proporção do avanço do e-commerce,que antes da pandemia representava 5% das vendas online, e, agora, 100% mais, ou 10%. Magnani lembrou também que a crise provocada pela Covid 19 aumentou em 40% o número de sites de vendas eletrônicas. “Hoje são cerca de 1,3 milhão de sites”, informou.

“De nada adiante ficar contemplando e reclamando da situação”, disse Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier. Segundo ele, o movimento Logística sem Papel é grande oportunidade de rever essa situação, que parece ser mais uma “peculiaridade” da extensa coleção de ineficiências provocadas pela burocracia brasileira. Para Aline Salles, diretora de Produtos de Transportadoras da multinacional VTex, a situação brasileira surpreende os estrangeiros, para quem esse cenário é de difícil compreensão. Nos Estados Unidos, por exemplo, disse ela, nada disso existe.”É tudo mais simples”.



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