GaussFleet mira crescer quatro vezes em 2020 com IoT para indústria pesada

A GaussFleet pretende crescer quatro vezes em sua receita em 2020 em relação ao ano anterior. De acordo com o seu CEO e fundador, Vinícius Callegari, a empresa, que oferece SaaS de Internet das Coisas (IoT) para indústria pesada, tem receita recorrente anual acima de R$ 1,5 milhão.

Callegari afirmou que o momento é de maturidade, em relação a Europa, por exemplo. O executivo enxerga bastante espaço no mercado para entregar “IoT de verdade para essas indústrias”, como siderúrgicas e mineradoras. Dito isso, a empresa espera melhorar seus serviços e produtos: “Nós temos um hardware com alta capacidade de captação e armazenamento de dados. Não existe IoT sem dados confiáveis. E (o fato de) ser dono completo do desenvolvimento e framework de software nos permite customizar a plataforma para o cliente”, afirmou o gestor.

Criada em 2018, a companhia oferece comunicação entre máquinas pesadas e veículos através de dispositivos de IoT. Entre seus clientes, a GaussFleet tem a Termium e a Manserv (que atende empresas como Vale, MRN, Alumar, entre outras). Atualmente, a companhia tem mais de 1 mil máquinas conectadas ao seu sistema. Na Termium, que possui 200 máquinas com a startup, a gestão de frota contribuiu para reduzir pagamentos a operadores logísticos – fornecedores dos veículos pesados, por exemplo – de 40 para 2 dias.

“Nós somos um SaaS, um software como serviço. Cobramos por máquina instalada. Nossa tecnologia consegue fazer toda gestão e medição da frota. Tem módulo de produtividade, manutenção e combustível. Em todas as informações que captamos do campo têm telemetria avançada e geoprocessamento de planta de operação”, explicou Callegari.

Há duas opções de equipamento: um com telemetria e armazenador de dados para carregar localmente (com buffer), em regiões que não tem conexão; e outro modelo com Wi-Fi, GPRS e chip multioperadora. O intuito é reduzir o custo e aumentar a produtividade.

“Fizemos uma operação com a MRN e a Manserv com o Wi-Fi das minas no Pará. Pode ser Wi-Fi, GPRS, e chip multioperadora. Toda conectividade é 100% nossa. As indústrias não têm nenhum CAPEX, é só mensalidade em comodato. O que a gente quer é tirar todo o obstáculo da frente”, completou o CEO e fundador.

Para o futuro, a GaussFleet estuda o uso de comando de voz em seus equipamentos: “Estamos trabalhando em comando por voz. Hoje o motorista precisa digitar no tablet para falar com o centro de controles. O ideal é controlar isso por voz”, afirmou.



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