Ministério da Infraestrutura está otimista e pensa em diálogo e parceria

 

Na palestra de abertura da XXII Conferência Nacional de Logística organizada pela Abralog, em paralelo a 25ª Intermodal, a secretária-executiva adjunta do Ministério da Infraestrutura, Viviane Esse, mostrou confiança na construção da infraestrutura brasileira, apesar das dificuldades de caixa do governo, que no momento, por exemplo, diante de quase mil obras inacabadas, tem R$ 8,7 bilhões, contra uma necessidade real de mais de R$ 90 bilhões, segundo a secretária.

Nesse otimismo está o modal ferroviário, no qual o ministério pretende tirar do papel 15 mil quilômetros de novas linhas, elevando para 30 mil km a malha ferroviária brasileira.

Ao citar a Secretaria de Gestão e Inovação, criada para ajudar na desburocratização dos processos, ela indicou que o caminho da logística brasileira nos próximos anos vai ter muita parceria e diálogo.
“Queremos ouvir todo o setor; os empresários conhecem as dificuldades e são os potenciais investidores. Regras claras, ativos valiosos, contratos de concessões que o País já tem, diálogos com entidades, associações, TCU, empresas nacionais e estrangeiras, modernização de normativos, facilitação de licenciamento ambiental, modelos de parcerias de manutenção vão garantir o impulso ao setor. com geração rápida de empregos”.

Segundo Viviane Esse, o grande passivo de infraestrutura fará com que o ministério priorize obras com base na estratégica logística do País, buscando também agir rapidamente para atender às necessidades do setor privado.

Novas tecnologia – A Mesa de Debates formada pelos especialistas Jesualdo Conceição da Silva, Presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários) Angelino Caputo e Oliveira, Diretor-executivo da ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Jorn Heerulff, Vice-Presidente do BIC – Bureau International des Containers e Tales Ehlers, Diretor de Supply Chain da Puma fez um resumo aprofundado dos temas discutidos durante o dia inteiro.

Com 50 fabricas ligando vários elos da cadeia logística na Asia e no Brasil, o Diretor de Supply Chain da Puma Tales Ehlers, afirmou a satisfação da empresa na resolução de alguns gargalos e processos logísticos. “Com uma inteligência artificial capaz de interligar nossos estoques e unidades, conseguimos atender cada vez melhor a demanda do mercado com os nossos produtos no ponto de venda, visto que o setor de moda é muito sazonal e não podemos perder vendas com falta de produto nas lojas”, destacou Tales Ehlers.

Para o presidente da ABTP, Jesualdo Conceição da Silva, até 2020 o Brasil deve estar alinhado com a aplicação de novas tecnologias que tragam maior eficiência no setor logístico. As empresas e entidades precisam cada vez mais incentivar a capacitação dos funcionários para lidar com essas transformações e novas funções, visto que muitos postos de trabalhos podem deixar de existir, destacou.

Em relação a gestão de portos, Angelino Caputo e Oliveira, Diretor-executivo da ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) destacou que as companhias de docas e o governo precisam andar juntos para a desburocratização do setor, ou seja, a tecnologia precisa facilitar dos processos. Em relação às exportações, já conseguimos avanços e alguns processos já estão automatizados atendendo melhor a demanda interna e externa do nosso mercado, conforme é possível verificar no portal Único Siscomex.

 



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