Não é fácil, mas pode ser feito

NÃO É FÁCIL, MAS PODE SER FEITO

Com o novo comando federal, muda o comando das ações do transporte e infraestrutura do governo federal. O ministro Maurício Quintella, dos Transportes, responsável pelos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário, passa a incorporar também a Secretaria da Aviação Civil e Secretaria dos Portos. O orçamento das três pastas em 2015 foi de cerca de R$ 25 bilhões.

Ainda não se sabe quem estará a frente dos Portos, mas na Aviação Civil o nome é Dario Rais Lopes. Ex-secretário de Transportes de São Paulo e ex-secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Rais Lopes é associado da Abralog.

Outra figura importante desse cenário é a presença do ex-ministro e ex-governador Wellington Moreira Franco, que deve cuidar das concessões à iniciativa privada, ou seja, estimular a união de capital privado e público em obras de infraestrutura para gerar emprego e renda.

Compõe ainda esse segmento de transporte e infraestrutura do novo governo federal, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, que tem como uma das principais atribuições olhar para as questões de mobilidade urbana no País.

Para o presidente da Abralog, Pedro Francisco Moreira, a situação do Brasil se assemelha a de um avião em pane, que precisa estabilizar o vôo, para não cair, e ao mesmo tempo atingir terra firma para um pouso de emergência, em que todos a bordo possam se salvar.

“Não temos dúvida de que a recuperação econômica do País passa pela logística, pela infraestrutura, pelas concessões. É um caminho árduo, uma jornada que envolve recuperação da credibilidade e atração de investidores, nacionais e internacionais. É preciso mudar o estilo, trabalhar muito e dar condições para que uma onda de otimismo comece a empurrar a nação para a frente. Não é fácil, mas pode ser feito”, afirma.

TRANSPORTES

Maurício Quintella, o novo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil assume pensando em ampliar as privatizações e concessões na área de infraestrutura. A partir de agora, passam por ele concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.  Em entrevista ao UOL, disse que repassar a gestão de infraestrutura é uma forma de contrabalancear a pouca capacidade de investimento do governo neste momento. “Vamos nos engajar, privatizar o que pudermos na infraestrutura”.

CIDADES

Bruno Araújo assume o Ministério das Cidades fazendo diagnóstico da pasta tendo em vista buscar o capital privado para os programas sociais. Araújo crê ser necessário “espantar os problemas ideológicos” que na sua opinião afastavam setores da sociedade de obras como saneamento e habitação. Também prometeu trabalhar para estimular PPPs (Parcerias Público-Privadas). Pretende apresentar um plano de ação e os resultados dessa auditoria em até 30 dias. Para o ministro, a iniciativa privada é alternativa para dar dinamismo aos programas de sua pasta num momento em que há problemas de caixa no Tesouro.
Foto: Maurício Quintella, Dario Lopez e Bruno Araújo, Divulgação;



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