O Brasil precisa deixar a logística trabalhar!

Nota oficial

No primeiro dia útil após a decretação de calamidade pública nacional, 23.3.2020, o que se viu no País foi a falta de entendimento generalizado do que é e como funciona a cadeia logística.

Não adianta determinar que alimentos, remédios e produtos de higiene são ítens essenciais, ao mesmo tempo em que ocorrem bloqueios em estradas, e ausência de serviços mínimos em funcionamento, como restaurantes nas rodovias para os caminhoneiros, por exemplo.

Se a indústria de embalagem não estiver produzindo, remédios e alimentos não vão sair das linhas de produção. A falta de um parafuso pode parar uma máquina; o delivery só vai distribuir refeições se o alimento chegar, e assim por diante.

A Abralog apela aos governos: para enfrentarmos esse momento terrível, é preciso deixar a logística trabalhar – e para isso é urgente entender como funciona essa cadeia.

A logística é um ambiente não-confinável. Grandes abastecedores têm de ser liberados para receber carga. Toda a produção está conectada, e ela depende da logística. A indústria não pode parar. É preciso que a Nação inteira compreenda e apoie – sem logística, o arroz não vai chegar em casa, assim como sem transporte, as fábricas não vão funcionar.

Há, ainda, o outro lado desse cenário, que é a saúde das empresas. Neste momento já há necessidade de linhas de crédito para fluxo de caixa, pois pagamentos começam a ser postergados. Se o empregado não pode ficar 4 meses sem salário, como a empresa suportaria? Não existe negócio que resista sem faturamento. O não-pagamento de tributos, por 3 meses, seria um alento, como Pis, Cofins e FGTS, entre outras medidas.

Nos hospitais, muitos pacientes dependem de respiradores em seu tratamento. A logística é o oxigênio que vai manter o País indo e vindo. Para isso, no entanto, é preciso deixá-la trabalhar e garantir produção para ela entregar. Na recente greve dos caminhoneiros, o Brasil descobriu da pior maneira possível a importância da logística. Agora, é hora de passar a ela a responsabilidade de tentar evitar o caos. Evidentemente, tendo como Norte os protocolos e orientações de saúde já exaustivamente divulgadas e conhecidas pela Nação.

 



1 comentário

Deixe uma resposta