Revista mostra logística pós-Covid e Abralog diz que digitalização é pré-requisito

Aberta hoje, 9/9/2020, em São Paulo, Logística do Futuro, evento virtual de dois dias que se debruça sobre o cenário da logística pós-pandemia. Assinada pela Revista Mundo Logística, e Consultoria Scambo, a programação reúne 38 especialistas na área, alguns internacionais.

A plataforma digital do evento, de uso inédito no Brasil, simula a circulação do público pelo espaço, possibilitando a escolha das salas de palestras, troca de mensagens com os demais participantes e expositores, possibilidade de realizar negócios, e até mesmo a coleta de folders e prospectos, uma marca das feiras presenciais. A Abralog “ergueu” lá seu primeiro stand virtual.


Um dos cases do primeiro dia teve como convidado especial o presidente da Abralog, Pedro Moreira, que mediou o painel “Tecnologia & Sustentabilidade: as Tendências do Transporte pós-Covid”, do qual participaram Rony Neri, Senior Manager of Sales, MKT & KAM da Trimble, e Rogério Luz, Especialista HSSE Transportes da BP Bunge.

Segundo Moreira, a pandemia está mostrando que empresas mais bem preparadas estão se saindo melhor na crise, pela rapidez de adaptação e resiliência. “No setor de transporte, de uma forma geral, não é comum a existência de planejamento estratégico com cenário de médio prazo. Daí, situações adversas causarem grandes danos”, afirmou.

Esse ‘preparo’ das companhias citado por Moreira, conforme deixou claro em suas intervenções, se revelou na capacidade de usar tecnologias digitais que fizeram a diferença, e se constituíram em fatores de sucesso, pois centenas de empresas lucraram muito mais na pandemia. “A digitalização não é mais opção, é pré-requisito”, lembrou.

Para Roni Nery, da Trimble, “uma onda de inovação vem acontecendo e não podemos impedir, temos que aprender a surfar. Você vai deixar a onda passar, ou  irá para a frente dela para surfar as melhores ondas, explorar as melhores oportunidades?”

E continuou: “Se você é responsável por uma frota, como você gasta 80% do seu tempo? Implementando estratégias, gerando resultado, buscando otimização em tempo real, ou gasta esse tempo em tarefas operacionais,  apagando incêndio? Se estiver na última opção, vai ficar para trás da onda”.

Rogério Luz, da BP Bunge, pediu para que não se tenha meda da mudança. E insistiu na necessidade de se saber com clareza o que se quer, notadamente quando se tratar de decisões sobre tecnologia. Ao instalar qualquer tipo de sistema, disse ele, é preciso conhecer o produto e treinar de forma correta. “Além disso, temos de usar o sistema para identificar os problemas, as soluções práticas e fazer mudanças. Se você não conhece e não sabe o que quer, isso não é investimento, é custo”, alertou.

E resumiu: “Se não tenho capacidade para utilizar essa tecnologia embarcada, não vai dar resultado. As pessoas precisam estar treinadas para usar tecnologia. Vivemos momento em que a mudança é necessária, vamos, então, focar no que realmente queremos – investir, e não apenas gerar custos. Precisamos de ferramentas que vão nos ajudar a melhorar nossa produtividade”.

Último dia – Hoje, 10/9, o segundo dia de evento vai tratar das novas expectativas do mercado, sob uma diferente realidade nas operações, em especial no e-commerce.

Programados para este dia, uma discussão sobre a nova realidade no abastecimento urbano, conduzida pelo managing director and head of Industrial/Logistics da GTIS Partners, Stephen Tanenbaum. Painéis com representantes de gigantes do mercado, como Mercado Livre e iFood. Também sete estudos de casos; palestra com Darly Bendo, director da NXTP. No encerramento, a participação internacional do COO da Canada Post, Charles Brewer, com o tema: Para onde caminha a logística do e-commerce?

 



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