domingo, 14/04/2024

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Evolução intralogística mostra tendência para cross docking

Durante a reunião do Comitê de Intralogística da Abralog, realizada nesta terça (27.2.2024), Murilo Almeida, fundador e CEO da Quebec Consulting, trouxe uma perspectiva sobre a evolução dos processos e operações intralogísticas ao longo das últimas décadas. Com base em suas experiências e projetos executados, Almeida delineou as transformações marcantes que moldaram o panorama da logística desde 1995 até os dias atuais.

Olhando para o futuro, Almeida destacou várias tendências emergentes, incluindo a crescente adoção de modelos de cross docking, o foco na redução de estoques e a busca por equipamentos e processos mais rápidos e precisos. Além disso, a viabilidade econômica de sistemas e equipamentos automatizados está se tornando cada vez mais atraente, abrindo caminho para uma maior automação nos setores intralogísticos.

As mudanças

Uma das observações destacadas por Almeida foi a mudança no foco da indústria ao longo do tempo. Inicialmente, entre 1995 e 2005, predominava um interesse majoritário em estruturas de layout estático, representando 80% dos projetos. Contudo, essa tendência evoluiu gradualmente para uma maior preocupação com os layouts de distribuição, culminando em uma significativa adoção de layouts híbridos, caracterizados por alta seletividade, de 2005 a 2015. Notavelmente, de 2015 a 2024, houve uma redução substancial na demanda por layouts estáticos, enquanto os projetos focados em distribuição aumentaram, refletindo a necessidade crescente da indústria em fracionar seus produtos para atender mercados diversificados.

No que diz respeito aos processos intralogísticos, Almeida ressaltou uma mudança progressiva em direção a uma abordagem mais intermediária, especialmente na indústria, onde a ênfase se deslocou dos processos básicos de entrada e saída para atividades mais complexas, como controle de lotes e movimentação. De 2015 a 2024, mais da metade dos projetos industriais estavam centrados em processos intermediários, indicando uma evolução contínua nesse aspecto.

Almeida também abordou a evolução dos equipamentos intralogísticos, observando uma transição de equipamentos de baixa complexidade para projetos mais sofisticados, como automação e robotização, principalmente na indústria. Embora o setor de distribuição tenha mostrado uma menor adoção de equipamentos de alta complexidade, houve uma redução na utilização de equipamentos de baixa complexidade, sugerindo uma abordagem mais conservadora.

Fotos: Divulgação

Abralog faz bem para sua logística.

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