Multimodalidade

O Comitê tem entre suas atribuições organizar esforços para que o País possa chegar à Multimodalidade, movimento que a Abralog encabeça por não ter dúvidas de que sem a integração dos modais de transporte, o Custo Brasil não vai se transformar em Lucro Brasil. Não havendo sincronia entre todos os modais não haverá condição de eliminação de gargalos de infraestrutura, ineficiências e custos desnecessários.

Com a multimodalidade o País poderá crescer e usar de forma ordenada suas riquezas e características naturais em benefício do bem-estar de todo o seu povo. Em outras palavras, a Frente Nacional pela Multimodalidade vai partir da logística que se faz hoje no Brasil para chegar à que queremos quando o País for Multimodal.

Razões para se lutar pela multimodalidade não faltam e são muito bem conhecidas por governos e setores produtivos e de decisão da Nação. Pegue-se por exemplo o Agronegócio, um dos segmentos de maior sucesso da economia brasileira. Pois a soja colhida no Centro-Oeste sai por cerca de 10% a menos que a americana, mas chega na China 10% mais cara que a de nosso concorrente.

O Brasil usa caminhão quando deveria usar trem, mas mesmo assim tem discreta quantidade de estradas; deixa no berço esplêndido uma espetacular bacia hídrica quando podia navegar mais, melhor e mais barato. Derrapa também no investimento em tecnologia, segurança, no lado fiscal, jurídico e também na mobilidade urbana – aliás, aí não derrapa, praticamente para. Em São Paulo, maior cidade da América do Sul, pedestre anda a 4 km/h, bicicleta entre 10 e 15, ônibus a 11 e carros a 16 km por hora, tornando caótica também a distribuição urbana.