quinta-feira, 20/06/2024

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Aos 7 anos, nossa sócia-apoiadora Uello já pensa em clientes mundo afora

A Uello nasceu em 2016, de um desconforto pessoal do engenheiro de Produção pela Ufscar, Fernando Sartori, numa época em que, como ele diz, estava do outro lado da mesa: contratava serviços de frete, e sua maior dificuldade era encontrar parceiros que atendessem metas de custo, abrangência e customização da operação. “Assim, comecei um projeto próprio, que acabou sendo muito parecido com o que hoje é a Uello. O intuito era se envolver mais com a operação, através do uso de tecnologia para roteirização, aplicativo para tracking em tempo real, com visibilidade do que está acontecendo. A partir daí, comecei a ver os benefícios da logística aplicada às novas tendências, principalmente no e-commerce”, contou nesta entrevista Sartori, CEO da empresa, que também tem dupla graduação na ENITIAA, da França.

Como era esse cenário?

A Uello foi criada quando o e-commerce começava a crescer muito e a logística cada vez mais desejada e priorizada pelos clientes finais – passando de detratora para promotora de experiências e até de possibilidades de recompra de pedidos online. Iniciamos nossas operações em 2017, como uma logtech de entregas urbanas, que tinha como foco o uso de tecnologia para otimização e integração de recursos. Hoje atuamos com soluções de gestão logística de transportes para a criação de um ecossistema integrado e customizado para nosso cliente – o que envolve logística de entregas B2B e B2C, além da nossa plataforma SaaS, Uello 360.

Como a empresa encara a logística, qual é a logística que a Uello entrega?

A Uello encara a logística como uma grande oportunidade, dado que o setor tem ganhado mais força e relevância em todos os mercados, talvez um pouco mais no e-commerce, em que isso é mais explícito por conta do rendimento e da maior penetração nas vendas e no varejo.

Além disso, de maneira mais ampla, estão surgindo operações mais complexas que demandam novos tipos de logística. A Uello vê esse cenário como uma grande

oportunidade de agarrar novas tendências e trazer inovação para o mercado. Por último, o modelo de logística que a Uello oferece ao mercado é a logística de entregas.

No início, nossa solução de transporte tinha como objetivo realizar entregas urbanas, e conforme fomos evoluindo, expandimos nosso produto de transporte para entregas interestaduais, fracionadas e mais complexas.

Conte da parte Renner dessa história – o que a varejista espera da Uello, o que já foi feito, o que ainda há por fazer?

Acredito que a Renner espera uma grande contribuição da Uello como um dos elos e principais pilares de um importante projeto de otimização de uma plataforma logística. No momento, já fizemos algumas integrações da cadeia logística da Renner ao sistema da Uello 360, e também estamos atuando na frente de transportes, que é a solução de entregas expressas.

Como a Uello vê a logística brasileira – desafios, dificuldades…

Olhando para o mercado de varejo online, posso considerar como um setor que procura cada vez mais entregas expressas, que possui consumidores cada vez mais exigentes e que procuram experiências superiores.Saindo do mercado do comércio eletrônico, e visando o setor de transporte pulverizado, observamos diversos players pequenos que estão procurando melhorar a gestão das suas operações ao se conectar com o ecossistema logístico.

Daqui a 10 anos, onde estará a Uello, em que estágio?

Vejo a Uello atuando em todo o território nacional na frente da solução de transporte, tanto no modelo crowdshipping, quanto com parcerias locais de transportadoras plugadas a nossa plataforma. Por outro lado, na frente de tecnologia, com a nossa plataforma Uello 360, pretendemos atuar em diversos países.

Fernando Sartori

Como a Uello quer ser conhecida?

Como uma empresa capaz de identificar os desafios dos seus clientes e entregar valor agregado e customização para que cada cliente possa realizar entregas do seu jeito certo.

De que forma o mercado vê a e empresa, hoje?

Atualmente, o mercado enxerga a Uello como uma novidade, que possui uma característica de negócio muito pautada na tecnologia, e historicamente, um bom nível de serviço, NPS e grau de customização.

Num futuro próximo, até 5 anos, digamos, como a Uello imagina que estejam estas etapas da cadeia logística:

  • last-mile: esta etapa tende a ser mais veloz e conectada com o cliente final, a fim de oferecer maior visibilidade e previsibilidade.
  • logística urbana: tende a ser mais descentralizada, ou seja, que possua mais pontos na malha de entregas, como dark stores e mini hubs que possibilitam realizar entregas mais expressas e eficientes, modelos estes que já estão em funcionamento em outros países, mas que no Brasil ainda estão em fase de testes, muito concentrados no setor de alimentos e medicamentos, mas vejo que possuem potencial de ampliação para outras categorias.
  • real estate (galpões, condomínios logísticos, pequenos galpões urbanos, retrofit de fábricas, etc): aqui, vejo que se aplica a mesma visão do tópico anterior, onde a tendência é de espaços menores e mais próximos dos raios de entrega, concentrados no ambiente urbano.

Conte sobre a nova marca Uello 360 – como funciona a plataforma SaaS, principais problemas do mercado que ela atende e segmentos que se direciona

A Uello vem trabalhando neste projeto faz um tempo, já que possui como base o nossopróprio sistema, utilizado em nossas operações. Conseguimos transformá-lo em produto em 2021 e, agora, lançamos ao mercado a marca Uello 360.

Acreditamos que ela simboliza essa visão holística que o nosso sistema permite entregar a grandes empresas de diversos segmentos de forma customizada – com uma torre de controle, um roteirizador e demais ferramentas que permitam um gerenciamento completo da cadeia.

Como a empresa vê a Abralog?

Vemos a Abralog como uma grande aliada e uma oportunidade de apresentarmos o que estamos construindo na Uello. Dessa forma, podemos realizar conexões com outras empresas, seja no lado comercial ou know how para troca de conhecimentos e/ou aprendizados no setor.

Foto: Divulgação

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