Crédito para caminhoneiro do BNDES

Temos pré-aprovação de R$ 500 milhões para o programa, mas pode chegar a R$ 1 bilhão sem a menor dificuldade, a depender da demanda. Ele será de R$ 30 mil para cada caminhoneiro porque entendemos que essa é a sua capacidade de endividamento e o necessário para preservar seu principal ativo, o caminhão. É um dinheiro que deve ser investido em manutenção, como forma de preservação do capital e da vida de quem está na estrada – explicou o presidente do BNDES, durante coletiva de imprensa na sede do banco, no Rio, para a divulgação do lucro de R$ 11,1 bilhões atingido pelo banco no primeiro trimestre.

Levy disse que vai se reunir com os bancos repassadores do crédito esta semana para discutir a operacionalização do programa e acrescentou que o Ministério da Economia já deu o sinal verde para a concessão do financiamento:

– O modelo já foi pré-aprovado pelo Ministério da Economia e temos uma renião hoje para finalizar o processo. Aí, acertado com os bancos os detalhes, fecharemos o direcionamento da implementação.

A linha de crédito do BNDES beneficia transportadores autônomos que têm dois caminhões, no máximo, e também cooperativas de caminhoneiros. Com 12 meses de vigência, o programa tem dotação orçamentária inicial de R$ 500 milhões destinados às despesas de seguro pessoal ou do veículo, gastos com manutenção mecânica, peças de reposição, pneus e gastos emergenciais, como guincho. Gastos com combustível não serão financiados.

Na semana passada, o governo federal disse que estuda renegociar as dívidas de caminhoneiros para que não tenham dificuldades para acessar essa linha de crédito. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, representantes da categoria se queixam que muitos autônomos não conseguem acessar os recursos disponíveis para o custeio de despesas com o frete, como manutenção do veículo e seguro.

Lucro turbinado por venda de ações

O principal objetivo da coletiva de Levy foi apresentar o balanço financeiro do BNDES no primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 11,1 bilhões, mais de cinco vezes o registrado nos três primeiros meses de 2018: R$ 2,1 bilhões.

O principal motivo da alta expressiva no lucro foi o resultado do banco com a venda de participações acionárias, incluindo as detidas pela subsidiária BNDESpar. Nesse segmento, o lucro do banco com ações aumentou 725,5% no primeiro trimestre de 2019 ante mesmo período de 2018.

O BNDES se desfez de papéis de companhias como Fibria (que foi adquirida pela Suzano), Vale e Rede Energia, mas o principal destaque foi a venda de ações da Petrobras. Nos três primeiros meses do ano, a participação do BNDES na Petrobras caiu de 15% para 13,9%.

Apesar do maior volume de alienação de papéis, o BNDES ainda mantém uma carteira de ações de várias empresas que somavam um valor de mercado de R$ 108,3 bilhões em março de 2019, valorização de 12,3% em relação a dezembro de 2018. O secretário especial de desestatização, Salim Mattar, tem defendido a venda de todas essas ações. Com informações do jornal O Globo.

 



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