domingo, 14/04/2024

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História para ser reverenciada por todo o País

A Confederação Nacional do Transporte fez 70 anos em 28 de janeiro de 2024, sete décadas em que a entidade teve participação importante no cenário nacional. Vander Costa, presidente da entidade em segundo mandato, diz, em entrevista à Revista CNT, que a entidade, “desde o seu início, foi protagonista na formulação de propostas e na defesa de medidas para o transporte e o Brasil superarem os desafios que se apresentaram ao longo da história”.

“São 70 anos de trabalho dedicados à melhoria das condições para a atividade transportadora e do ambiente de negócios, ao aumento da competitividade e ao desenvolvimento econômico e social do país”, acrescenta o presidente.

Ele lembra que o setor de transporte é um dos pilares da economia, sendo elemento primordial para o seu desenvolvimento e expansão. “Afinal, pessoas precisam se locomover e produtos precisam ser entregues”.

Ainda de acordo com Vander Costa, ao chegar aos 70 anos a CNT reafirma o seu compromisso de ajudar o Brasil a crescer de forma sustentável e a criar empregos. A instituição prega que esse desafio só será superado com o aumento da segurança jurídica; a implementação de reformas estruturantes; a redução da burocracia; e a modernização da infraestrutura.

“Em todas essas décadas, a Confederação consolidou sua atuação e, hoje, realiza um trabalho imprescindível nos segmentos de cargas ou de passageiros, apresentando soluções para os transportadores, para a sociedade e para o governo em relação a questões que envolvam todos os modais — rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário (transporte marítimo de longo curso, cabotagem e navegação interior)”, acrescenta.

Mais importante

O presidente da Abralog Pedro Moreira diz que a data deve ser celebrada em todo o País. “A CNT é a entidade que mais faz pela logística e transporte do Brasil, atividades que são vitais no dia a dia de uma nação de dimensões continentais, e ainda extremamente carente em muito setores. A atuação da CNT ajuda a mitigar essas dificuldades” afirma.

A CNT integra o chamado Sistema Transporte, juntamente com SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e o ITL (Instituto de Transporte e Logística). A Abralog é uma das entidades associadas que apoiam o Sistema e tem assento na Seção VI da CNT, dedicada à Infraestrutura de Transporte e Logística, na qual ocupa cargo de diretor.

Para Clésio Andrade, que presidiu a entidade de 1993 a 2019, os 70 anos da CNT representam um legado de luta pela melhoria contínua do transporte no Brasil. “O aniversário da CNT é uma oportunidade não apenas de celebrar suas conquistas, mas também de reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento do transporte no Brasil, buscando sempre a excelência e a inovação em prol de um setor vital para a economia nacional”, acredita.

“Olhando para o futuro, espera-se que a CNT continue desempenhando um papel central na evolução do transporte no país, adaptando-se às novas demandas, tecnologias e desafios que surgirão, sempre em busca de um sistema de transporte mais integrado, moderno e competitivo”, aponta Clésio Andrade.

O transporte e o setor público

Na edição em que comemora os 70 anos, a Revista CNT recorda que a entidade consolidou sua presença como um importante interlocutor entre o setor de transporte e os poderes públicos, e tem induzido debates e pautado as discussões em torno de grandes temas nacionais que impactam diretamente o desenvolvimento brasileiro. Com essa atuação, foi ampliada sua capacidade de representação junto aos três poderes da República – e consolidada sua imagem como referência dos temas de transporte e logística.

Ainda segundo a publicação, essa articulação organizada viabilizou avanços na melhoria da infraestrutura e das operações em todos os modais. O aprimoramento das legislações e a criação de novos marcos legais foram fundamentais para a dinamização da economia brasileira.

“Nos últimos anos, a CNT vem liderando um intenso movimento de defesa dos Serviços Sociais Autônomos, da desburocratização do Estado e da promoção de reformas estruturantes. Lutamos por mais segurança jurídica e pelo respeito às legislações vigentes. Tudo isso para criar as bases para a ampliação da participação da iniciativa privada nos investimentos necessários para o desenvolvimento da economia e para a geração de emprego e renda”, afirma a revista.

O diretor de relações institucionais da Confederação, Valter Souza, explica que, em um Estado democrático de direito, é primordial a participação de diversos atores nos processos decisórios. “Cabe à CNT a representação política e institucional das empresas de transporte brasileiras. Pavimentamos esse caminho com o Executivo, o Judiciário e o Legislativo para ampliar o capital sociopolítico do transporte e da logística.”

De acordo com Souza, participar, de forma ativa e transparente, das tomadas de decisão é o meio mais correto de levar ao poder público dados e informações que possam auxiliar na construção de políticas públicas que espelhem as peculiaridades de cada setor.

A Confederação tem consciência de que o desenvolvimento do setor transportador depende também do fortalecimento das entidades de classe representativas. Por esse motivo, busca estar cada vez mais próxima das instituições que compõem o Sistema Transporte e fazem do setor de transporte uma válvula propulsora para o desenvolvimento do País.

Conhecimento de excelência

A entidade é reconhecida, também, por suas publicações, manuais e pesquisas que apresentam as características e necessidades do transporte brasileiro. Esses materiais fornecem informações valiosas sobre logística, infraestrutura, segurança viária, economia e impacto socioambiental, que ajudam a orientar políticas públicas e decisões estratégicas.

O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, explica que, ao fornecer dados precisos e análises aprofundadas, a Confederação contribui para o desenvolvimento e aprimoramento do setor. “Nossas publicações muitas vezes são diretrizes para empresas, acadêmicos, governos e demais interessados no tema. Acompanhamos o desempenho do setor de transporte em diferentes cenários políticos, sociais e econômicos”, detalha.

“A partir disso, criamos estudos e pesquisas sobre todos os modais, que contribuem para o planejamento dos transportadores, apontam gargalos e oportunidades de investimentos no Brasil, fornecem bases para o desenvolvimento de políticas públicas e são referência para pesquisadores do tema e para toda a sociedade”, continua.

O diretor salienta, ainda, que, com base em análises técnicas da CNT, foi possível alcançar importantes conquistas na defesa das pautas dos transportadores nos diversos segmentos de atuação governamental. “Com isso, nos consolidamos, ainda mais, como a principal referência nacional em informações sobre transporte, contribuindo para apoiar as empresas transportadoras e elevar a eficiência do transporte e a competitividade do país no cenário mundial.”

O início

Seu início foi no Rio de Janeiro (RJ), apoiada por um grupo de transportadores rodoviários de cargas e autônomos. Esses pioneiros identificaram a necessidade de uma instituição que representasse as empresas de transporte e logística, em âmbito nacional, e desenvolvesse ações que fortalecessem a atividade empresarial.

Na década de 1990, foi renomeada e ganhou um novo estatuto. Com isso, passou a desempenhar um papel muito mais amplo na matriz de transporte brasileira, voltado para a promoção da multimodalidade e para o fortalecimento do setor.

Foto: Divulgação

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