Malha ferroviária brasileira deve dobrar em 6 anos

A participação das ferrovias na matriz do transporte brasileiro deve passar dos 15% para 30% em seis anos, afirmou o ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas, em vídeo no qual anuncia a licitação de projetos de três ferrovias.  Segundo ele, essas ações vão ajudar a tirar caminhões das rodovias e diminuir o custo do frete, além de “revolucionar o agronegócio brasileiro”.

O primeiro trecho a ser concedido, em março deste ano, deverá ligar Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela D’Oeste, em São Paulo, integrando uma conexão entre os portos de Itaqui (MA) e Santos (SP).

As outras duas concessões devem ser realizadas ainda em 2019 ou até o início de 2020, segundo Tarcísio Gomes de Freitas. A primeira, Ferrovia de Integração Oeste-Leste, deverá ligar Caetité ao Porto de Ilhéus, na Bahia. A outra, será a Ferrogrão, no Mato Grosso.

No vídeo, o ministro disse ainda que pretende realizar a prorrogação antecipada de trechos já concedidos, sendo que as outorgas devidas em decorrência da medida poderão ser pagas pelas concessionárias por meio da construção de novos segmentos ferroviários, cuja propriedade deverá ser da União.

A primeira ferrovia a ser construída dessa forma vai ser a de integração do Centro-Oeste, segundo o ministro. A previsão é que o trecho ligue Água Boa, em Mato Grosso, a Campinorte, em Goiás.
“Com essas ações, a participação do modus ferroviário na matriz de transporte deve dobrar até 2025”, disse Gomes de Freitas no vídeo, que foi compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu perfil oficial no Twitter.

Os projetos anunciados pelo governo federal devem ajudar na diminuição do “Custo Brasil”, além de impulsionar o setor ferroviário no País que atualmente possui cerca de 31 mil quilômetros de extensão, dimensão considerada pequena em relação ao tamanho do território e das necessidades de transporte.

Na comparação com outros países a rede ferroviária do Brasil é extremamente modesta. A dos Estados Unidos, a maior do mundo, possui 226 mil quilômetros. Já a da China tem 85 mil quilômetros, sendo 13 mil de alta velocidade (até 350km/h).



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