terça-feira, 16/08/2022

ASSOCIE-SE

spot_img
Início Site

Quem está por trás da Oxxo, rede de mercadinhos que se tornou onipresente em São Paulo

0
Lucas Agrela

Quem mora em São Paulo começou, em plena pandemia, a se deparar com uma rede de mercados antes desconhecida. As unidades Oxxo ganharam as ruas da capital paulista e de outras cidades com mais velocidade a partir de 2021. Fundada no México há 40 anos, a companhia chegou ao País por meio do Grupo Nós, operação conjunta entre a mexicana Femsa e a brasileira do ramo de energia Raízen, que utiliza a marca Shell em postos de combustíveis no Brasil.

O Oxxo planeja abrir 200 lojas no Brasil em 2022, um ano marcado por dificuldades de varejistas em manter a rentabilidade diante da alta nos custos de transporte de alimentos e a redução do poder de compra do brasileiro por causa da alta da inflação.

Diferentemente do modelo de negócios adotado no México, o Oxxo adicionou às suas unidades no País a venda de pães, frutas e vegetais, assim como tabaco e itens de higiene e limpeza. Entre México, Peru, Chile, Colômbia e Brasil, o total de lojas do Oxxo chega a nada menos do que 19 mil.

Por aqui, a rede mexicana precisa enfrentar o GPA, que tem 241 lojas físicas das marcas Minuto Extra e Minuto Pão de Açúcar, assim como o Carrefour Brasil, com suas 145 lojas Express, e o Hirota, com 109 unidades. Além disso, a companhia desafia a existência de pequenos mercados familiares de bairros.

O Oxxo vai manter o ritmo forte de expansão de unidades no Brasil. O plano da companhia é chegar a 309 mercados inaugurados no Estado de São Paulo até março de 2023. “A estratégia de expansão é sempre iniciar pelas regiões centrais, em áreas de muito movimento de pessoas, para a partir disso entrar cada vez mais nos bairros. Nosso objetivo é dar alternativas próximas para o consumidor para que ele faça melhor uso do seu tempo”, informou a empresa, por e-mail.

Para driblar os desafios de expandir o negócio durante um período marcado pela alta da inflação no Brasil, o Oxxo conta com operadores terceirizados para distribuição de itens de hortifrúti e padaria, de modo a reduzir o impacto dos custos logísticos. O tamanho reduzido dos imóveis comerciais alugados também ajuda a manter as contas em dia para que o crescimento da operação seja saudável, segundo a empresa.

Para Eduardo Yamashita, chefe de operações da consultoria Gouvêa Ecosystem, o mercado de lojas de conveniência no País é praticamente inexplorado, restrito às lojas em postos, o que pode dar uma vantagem competitiva à rede Oxxo devido à sua rápida expansão – que visa à lucratividade com vendas regionais e presença massiva. Segundo ele, as grandes empresas nacionais desse setor estão focadas no atacarejo, o que abriu uma janela de oportunidade para a ascensão durante a crise econômica.

“No cenário macroeconômico atual, a empresa aproveita bons pontos comerciais com aluguéis mais atrativos, antes ocupados apenas pelas drogarias. Antes, era impossível ter um varejo alimentar em uma esquina. No entanto, gastar dinheiro em uma economia recessiva significa ter mais dificuldade de atrair clientes. Mas, como estava na hora de fazer o investimento no País, a empresa olhou para o copo meio cheio”, diz o especialista.

Sem digital, por enquanto

Seguindo um caminho inverso ao percorrido pelas varejistas no Brasil atualmente, o Oxxo cresce sem se apoiar no comércio eletrônico. O site da empresa tem apenas a localização das lojas, algumas ofertas e uma página de cadastro para trabalhar na empresa.

Fernando Moulin, sócio da consultoria de transformação digital Sponsorb Hub, afirma que uma boa estratégia de negócios é mais importante do que a presença digital, que pode ocorrer em um segundo momento da estratégia de expansão do Oxxo no País.

“Enquanto várias lojas fecharam, eles abrem lojas e podem se aproveitar de aluguéis competitivos. No ritmo de expansão deles, esse planejamento de entrar no varejo brasileiro foi feito há anos. Assim como no mercado de capitais, é melhor comprar bons ativos na baixa, e não na alta para aumentar seu patrimônio”, afirma.

Em breve, o Oxxo vai lançar um aplicativo para expandir a presença digital. Além disso, a companhia planeja aumentar a venda de itens de mercado no iFood, hoje restrita ao centro de São Paulo. O plano de longo prazo é a consolidação como uma rede de mercados que esteja presente tanto no varejo digital quanto no físico, com integração entre as duas experiências de compras.

Fonte: Estadão

Foto: Divulgação

Parceria entre empresas visa potencializar o Network Design

0

O comércio eletrônico bateu recorde de faturamento em 2021, segundo dados da Neotrust, empresa responsável por monitorar 85% do e-commerce do país, o segmento de vendas movimentou R$ 161 bilhões. Um crescimento de 26,9% em comparação ao ano de 2020.

Antenada com a movimentação do mercado e com o objetivo de incrementar resultados operacionais, a Connexxion Consulting, especializada em administração e consultoria em Supply Chain (cadeia de suprimentos), anuncia parceria com a Coupa Software, plataforma de tecnologia global para gestão de gastos de negócios. A multinacional tem sede em San Mateo, na Califórnia, e escritórios espalhados pela Europa, América Latina e Ásia.

Edson Carillo, sócio-fundador da Connexxion

“A expectativa é que o trabalho em conjunto propicie melhores resultados e mais produtividade nos diversos projetos de malha logística que realizamos”, explica Edson Carillo, sócio-fundador da Connexxion. Ainda, segundo ele, a solução da Coupa a ser utilizada é a “Supply Chain Guru X”, que usa algoritmos avançados para fornecer suporte a decisões orientadas na elaboração dos projetos dos clientes e sua administração.

O profissional ainda afirma que o mercado, cada vez mais competitivo, cobra por um serviço de entrega mais ágil e com o menor custo de frete. “Isso deve ser bem dimensionado, calculado e realizado, pois impacta nos resultados financeiros das companhias. O conceito “Network Design” vai muito além da roteirização de caminhões. Engloba toda a cadeia, desde a produção, estocagem, centros de distribuição, pontos de trânsito e os demais players e locais da cadeia logística. Estes itens devem ser revisados periodicamente”, afirma Carillo.

A Connexxion já realizou dezenas de projetos de malha logística nos mais diferenciados setores econômicos e utilizou diversas ferramentas de apoio à decisão, escolhidas por ela própria ou pelo cliente. “Com a implantação do ‘Supply Chain Guru X’, entendemos chegar em uma unanimidade nos projetos”, finaliza Edson Carillo.

Fonte: Mundo do Marketing

Foto: Freepik

ANTT e setor de rodovias debatem o sistema Free Flow de pedágio

0

Buscando melhorar a qualidade do serviço prestado pelas concessões de rodovias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou um encontro setorial para debater a aplicação do sistema Free Flow de pedágio em estradas sob regime de concessão.

Durante o encontro, que contou com a presença do Ministério da Infraestrutura (Minfra), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR), entre outros, foram lembrados exemplos de boas práticas em países – referência do sistema, como Chile e Estados Unidos, além da aplicabilidade do Free Flow em território nacional.

Para quem não conhece, o Free Flow é uma forma de cobrança de pedágio feita por meio de antenas instaladas em pórticos e viadutos ao longo das rodovias. Tal equipamento registra e faz a cobrança apenas dos quilômetros rodados durante o trajeto de um veículo. No Brasil, atualmente, a cobrança de manutenção de uma rodovia é praticada de forma diferente, por meio de praças permanentes de pedágios, com valores já pré-fixados.

Entre as vantagens do Free Flow já conhecidas está a melhora na fluidez do tráfego, além da diminuição da inadimplência pelo sistema de pagamento via TAG (cartão de crédito) sobre o serviço prestado e ainda, a detecção de veículos em situação irregular. Já em Nova York, os relatos são referentes a queda nas situações de violência em praças de pedágio.

Nas áreas de grande fluxo de veículos em capitais do Chile, a adoção do Free Flow foi associada a queda dos grandes congestionamentos em horários de pico (horário comercial) e, consequentemente, redução significativa de poluentes nas regiões metropolitanas.

No Brasil, a ANTT e o Ministério da Infraestrutura (Minfra) reconhecem a necessidade de ampliar os debates sobre a nova tecnologia. Para tanto, o sistema Free Flow já faz parte da agenda regulatória para 2023 e 2024. Entre medidas previstas, está a criação do Sandbox, que prevê testes práticos e avaliações de resultados para a inclusão de novas normas sobre o sistema.

Fonte: Revista Caminhoneiro

Foto: Divulgação

Com crescimento do e-commerce, setor de galpões logísticos tem recordes em 2022

0
Por Iuri Cursino

O mercado de galpões e condomínios logísticos aqueceu com o fortalecimento do e-commerce no Brasil e bateu recordes históricos no segundo trimestre de 2022. A atual taxa de absorção líquida, que é o quanto o mercado alugou de galpões, alcançou o maior patamar da história para o período, com 872 mil metros quadrados alugados, nos meses de abril, maio e junho.

O número representa um aumento de 0,22% em relação ao 2º trimestre de 2021 (recorde anterior), e de mais de 384% em relação ao 2º trimestre de 2019. Segundo o setor, esse cenário foi impulsionado pelo crescimento do e-commerce durante a pandemia.

Nos seis primeiros meses deste ano, o setor já faturou cerca de R$ 2,6 bilhões em contratos de aluguel. Em 2021, o faturamento foi de R$ 4,3 bilhões.

Os dados foram divulgados pela SDS Properties, associada da Associação Brasileira de Logística (Abralog) e pela Fulwood – incorporadora de galpões e condomínios logísticos, que atua há mais de 27 anos no mercado.

Segundo o setor, o cenário atual é consequência do impulsionamento das vendas online ao longo da pandemia, que potencializou as mudanças de hábitos de consumo.

Com a demanda crescente no e-commerce, as centrais de distribuição estão cada vez mais procurando locais que tornem suas operações eficientes, permitindo, assim, maior agilidade nas entregas.

Ainda de acordo com dados do setor, a taxa de vacância, ou seja, o índice que mede os empreendimentos que não foram alugados, caiu para cerca de 9% no segundo trimestre de 2022, frente ao primeiro trimestre. É, junto com o 3º trimestre de 2021, a menor taxa desde 2018.

“A taxa de vacância saudável para o mercado é na casa dos 10%. Tanto para o proprietário quanto para o inquilino. Essa taxa de vacância atual, que é bastante positiva, mostra que ainda existe mercado para construir novos empreendimentos”, explicou Simone Santos, CEO da SDS e uma das coordenadoras do comitê de real state da Abralog.

Para a CEO, os resultados do segundo trimestre deste ano foram uma surpresa para o setor, após os bons resultados observados em 2021 e os desempenho fraco no primeiro trimestre deste ano.

“O ano passado foi um ano super forte para o mercado, com absorções e locações em volumes recordes desde que começamos a contabilizar os estoques – em 2012. Quase tudo motivado pela velocidade de crescimento que o e-commerce teve com a pandemia e a mudança de hábito de consumidores”, disse.

Foi um crescimento de 6 anos em 6 meses. Esperávamos que 2022 não desempenhasse tanto como 2021, porque quando há muitas acomodações, demora um pouco para surgirem novas locações e empreendimentos. É normal. Mas o segundo trimestre veio surpreendendo, com muitas locações e demandas”.

Junto com o e-commerce, os segmentos de mercado que mais se destacaram foram o de transporte logístico e o de produtos de limpeza. Estes três setores representam 74% das locações do trimestre. Entre os estados, São Paulo teve o melhor desempenho de absorção, com absorção liquida positiva de 410 mil m².

Segundo estimativas da Fulwood, o estado de São Paulo representa cerca de 60% do mercado de galpões no Brasil. No ano passado já foi de aproximadamente 65%. Depois aparecem os estados do Rio de Janeiro, com 111 mil m² e Minas Gerais com 108 mil m². Um dos exemplos desse crescimento é o da cidade de Extrema, no sul de Minas Gerais.

A cidade com pouco mais de 35 mil habitantes tem recebido grandes empreendimentos logísticos e hoje cerca de 25% de todo o mercado eletrônico do Brasil passa por lá. Segundo Gilson Schilis, CEO da Fulwood, o município se consolidou como o principal player do e-commerce.

“Quer seja pela localização, quer seja pela rapidez com que o estado de Minas conseguiu aprovar projetos de grande envergadura para atender ao setor e a necessidade a qual repentinamente passou a ser demandada, além de sua localização estratégica, dada a sua proximidade com o estado de São Paulo, a cidade ganha cada vez mais importância para o setor”, explicou Schilis.

Schilis reforça como a pandemia ajudou a potencializar o e-commerce, que já vinha crescendo na casa de dois dígitos no período pré-pandêmico, e que passou a ser um agente importante de transformação econômica e social.

O CEO destaca as mudanças de percepção do setor e como as empresas entenderam que era preciso estra cada vez mais próximos dos destinos finais.

“Observamos que quando a gente falava em e-commerce em 2018, a gente notava que as pessoas procuravam um artigo na internet focando no preço mais barato. E a pessoa esperava 10, 15 dias, ou o tempo que demorasse. Mas com a pandemia, com as pessoas trancadas em casa, elas passaram a não querer mais esperar esse tempo todo”, destacou.

“Então as empresas de e-commerce começaram a perceber que se elas conseguissem entregar produtos em até 48 horas em diversas regiões, teriam demanda para isso. A partir daí a malha de e-commerce e logística se sofisticou e se adaptou a essa nova demanda rapidamente, além de diversificar as regiões com galpões logísticos disponíveis.”

Apesar dos números positivos, o valor de locação dos galpões e condomínios logísticos estão subindo e devem continuar crescendo. Isso porque, segundo Abiner Oliveira, coordenador da Abralog e diretor comercial da consultoria imobiliária Colliers Brasil, o preço da construção no Brasil está muito elevado. Sendo assim, o setor deve apresentar estagnação no crescimento e se manter estável nos próximos meses.

“Deveremos ter números ao longo do ano mais acomodados, não devemos ver o crescimento observado neste segundo trimestre. O preço médio nacional de locação, que hoje está em R$ 21,80 o metro quadrado, deve chegar aos R$ 24 até o final do ano, um aumento de 10% a 15%. E essa escalada deve continuar no ano que vem, que não deve ser um ano tão bom quanto os últimos três anos, mas ainda assim deverá ser um ano mais positivo, pois já teremos um cenário eleitoral definido”, concluiu.

Segundo dados da Fulwood, a penetração do e-commerce no Brasil, ou seja, a fração de todas as vendas do varejo que foram feitas pelo e-commerce saiu de 8,3% em 2019, para 13,9% em 2020.

Em 2021 a taxa já era de 14,6% e, neste ano subiu, para 15,3%. Em 2021, por exemplo, de todos os contratos fechados pela Fulwwod em São Paulo, 64,4% foram para atender o mercado de e-commerce.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Freepik / aleksandarlittlewolf

Com inflação em alta, produtos recolocados são alternativa; descontos vão até 90%

0

Mesmo a inflação registrando queda de 0,68% em julho, conforme dado recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os consumidores estão precisando pechinchar na hora de escolher alimentos, bebidas e até produtos de higiene. E, para este caso, a escolha de produtos recolocados pode ser uma alternativa, uma vez que os descontos podem chegar a até 90%.

A informação é da greentech Gooxxy, pioneira no Brasil em oferecer soluções de recolocação de bens de consumo com vencimento aproximado, remanufaturados ou descontinuados, que seriam descartados pela indústria do atacado e do varejo.

O CEO da empresa, Vinicius Alves Abrahão, está disponível para eventual entrevista para fornecer mais detalhes.

Queda no poder de compra

Para se ter uma ideia, de março de 2017 a março de 2022, o real perdeu 31,32% de seu valor e poder de compra. Em outras palavras, com o mesmo valor, se adquire apenas 2/3 do que se comprava naquele ano. Para comprovar basta dar uma olhada na quantidade de itens adquiridos nos supermercados: as sacolas seguem cada vez mais vazias.

A Gooxxy

A Gooxxy é uma greentech de origem brasileira, pioneira em oferecer soluções de recolocação, no mercado, de bens de consumo que seriam descartados pela indústria do atacado e do varejo. Criada em 2018 pelo empresário Vinicius Alves Abrahão, fundador e CEO, a empresa foi a responsável, apenas em 2021, por recolocar mais de R$ 300 milhões em produtos, combatendo efetivamente o desperdício de itens como chocolates, pães, bolos, chocotones e panetones, bebidas, incluindo sucos, leites e iogurtes, além de produtos de higiene, como shampoo, condicionador, desodorantes e outros. Entre os principais parceiros atendidos no país estão: Nestlé, Mondelez, Vigor, Unilever, Ifood, Facily, BRF, Swift e outros.

Foto: Freepik / pch.vector

Exclusão de Pis e Cofins sobre receitas com locação de bens móveis

0

No dia 18/8/2022, o STF analisará o Tema 684 da Repercussão Geral, por meio do qual será decidido se as receitas auferidas com a locação de bens móveis devem ser incluídas na base de cálculo do PIS e da Cofins, tanto para as empresas que tenham por atividade econômica preponderante esse tipo de operação, como para as empresas em que a locação é eventual e subsidiária ao objeto social principal.

Recomendamos INGRESSO IMEDIATO da ação judicial aos clientes que recolhem PIS/Cofins sobre as receitas auferidas com a locação de bens móveis, a fim de:

  • Deixar de pagar o PIS/Cofins;
  • Recuperar o que foi pago nos últimos 5 anos e;
  • Se proteger contra eventual modulação de efeitos.
  • Por fim, o julgamento do Tema 630 da Repercussão Geral é de grande importância, na medida em que decidirá de vez a questão sob a perspectiva da base de cálculo do PIS e da Cofins prevista na Constituição Federal.
  • O Dessimoni | Blanco advogados está imerso neste tema e totalmente à disposição para auxiliá-los na condução do assunto. Podem contatar nossa equipe tributária através do e-mail tributario@dba.adv.br

Foto: Freepik

Seal Sistemas atende demanda por automação na cadeia de distribuição

0

Cerca de um terço do PIB brasileiro é gerado no Estado de São Paulo, cuja economia avançou 5,7% em 2021 sobre o ano anterior, segundo a Fundação Seade. Mas a região metropolitana da capital paulista responde apenas por pouco mais da metade dessa riqueza – o que ratifica o interior do Estado como um vasto campo de oportunidades, inclusive no setor varejista.

Foi para explorar esse enorme potencial da região, fortalecendo as relações entre diferentes stakeholders da cadeia de abastecimento, que a APAS levou o APAS Experience à cidade de São José do Rio Preto (SP) no último dia 15 de julho. Ao participar do evento, a Seal Sistemas – maior integradora de soluções de mobilidade do Brasil e líder nacional em computação móvel e captura automática de dados – destacou o quanto os negócios no município e em seu entorno podem ser impulsionados com o apoio da transformação digital.

Recentemente a companhia adotou como estratégia intensificar sua presença e capilaridade no interior de São Paulo, tendo São José do Rio Preto entre seus principais alvos. Estudos confirmam a necessidade de avanços tecnológicos para corrigir defasagens em setores estratégicos da região, como varejo médio, atacado, agricultura e indústria.

Para ampliar o acesso dos varejistas rio-pretenses à automação e à digitalização das operações, a Seal Sistemas conta com um portfólio diversificado que inclui coletores de dados, voice picking (coleta de dados por comando de voz), etiquetas RFID (identificação por radiofrequência), infraestrutura de rede sem fio (Wi-Fi) e o Kairos Store – software de gestão do ponto de venda. A implementação dessas ferramentas ocorre de acordo com as particularidades de cada lojista, por -meio de projetos que integram diversos serviços de ponta a ponta, abrangendo etapas como planejamento, implementação e manutenção.

José de Andrade de Carvalho Neto, gerente regional da Seal Sistemas para o interior de São Paulo, explica que São José do Rio Preto e região resguardam grandes oportunidades para implementar novas tecnologias que ampliam a eficiência da cadeia de distribuição.

“O interior paulista é amplo e pulverizado, com vários polos de negócios que demandam avanços tecnológicos urgentes. A força e a variedade das nossas unidades de negócios estão ao alcance de diversos players da região para ajudá-los a dar passos importantes rumo à automação e à transformação digital”, diz Carvalho Neto.

“Queremos estender a todo o Estado de São Paulo a visão integrada que já adotamos nas principais capitais do país”, afirma Carlos Santana, Vice-Presidente de Vendas para o Estado de São Paulo e Head da Unidade de Negócios Seal IoT.

Fonte: Channel 360º

Foto: Freepik / aleksandarlittlewolf

Boeing assume nova função para ajudar a acelerar a redução de emissões na aviação

0

A Boeing representará o setor de aviação em uma aliança global, criada pelo governo dos Estados Unidos em conjunto com o Fórum Econômico Mundial para acelerar tecnologias limpas e reduzir as emissões de carbono.

A First Movers Coalition (FMC) foi criada no final de 2021 para aumentar o poder de compra de grandes empresas e acelerar o ritmo da descarbonização de setores industriais como transporte, produtos químicos e caminhões. A Boeing, membro fundador da FMC, será a representante do setor de aviação.

Como parte dessa nova função, a Boeing se compromete a promover a comercialização de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF, na sigla em inglês) e o avanço de outras tecnologias de baixa emissão de carbono. A ampliação das soluções sustentáveis é fundamental para a meta do setor de aviação de zero emissão líquida até 2050 e para o objetivo mais amplo de manter as temperaturas globais em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais — parte do desafio “caminho para 1,5°C”.

“Só podemos nos manter no caminho para 1,5°C se impulsionarmos o mercado de tecnologias transformadoras de zero emissão de carbono para que se tornem tão competitivas em termos financeiros quanto as soluções atuais de emissão intensiva de carbono”, disse Nancy Gillis, chefe da First Movers Coalition. “Parabéns à Boeing pela sua nova função de representante do setor de aviação. Espero trabalharmos juntas para promover a importância e acelerar o uso dessas tecnologias emergentes.”

A Boeing deve promover as tecnologias atuais e aumentar as parcerias do setor para expandir o fornecimento de combustível de aviação sustentável, enquanto define estratégias para o desenvolvimento de novas soluções.

“É uma honra atuar como representante do nosso setor, comprometido em fazer parcerias com os membros da FMC e outras organizações para expandir os combustíveis de aviação sustentáveis e acelerar as tecnologias de baixa emissão de carbono para descarbonizar a aviação”, disse Brian Moran, vice-presidente de políticas e parcerias globais de sustentabilidade da Boeing.

A Boeing recrutou um dos principais especialistas em SAF para trabalhar com as mais de 50 empresas da First Movers Coalition e outros parceiros do setor. Robert Boyd deixa a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) para se juntar à Boeing. Na IATA, ele liderou o trabalho de descarbonização, incluindo o avanço da implementação comercial do SAF e a abordagem de desafios políticos, econômicos, logísticos e de sustentabilidade. Boyd também atuou como membro do Grupo de Trabalho de Combustíveis da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) das Nações Unidas. Além disso, foi parte do Conselho de Administração da Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) por quatro anos.

“A Boeing foi pioneira em tornar o SAF uma realidade e ter Robert agora em nossa equipe é mais uma prova de que estamos 100% comprometidos com o trabalho em conjunto para atender ao compromisso de zero emissão líquida do setor até 2050”, disse Moran.

O novo papel da Boeing se baseia nos trabalhos de sustentabilidade da empresa aeroespacial, que incluem o programa ecoDemonstrator que em 2018 fez o primeiro voo de avião comercial do mundo usando combustíveis 100% sustentáveis com um 777 Freighter, em colaboração com a FedEx Express.

No ano passado, a Boeing fez parcerias com organizações do setor para descarbonizar o setor aeroespacial, incluindo SkyNRG, Alaska Airlines, Etihad Airways, NASA, Rolls-Royce e United Airlines. A Boeing também está progredindo com sua joint venture, Wisk, para trazer ao mercado o primeiro táxi aéreo totalmente elétrico e autônomo dos Estados Unidos. A Boeing também tem experiência significativa com hidrogênio, tendo realizado seis demonstrações desta tecnologia nos últimos 15 anos.

Veja mais sobre os compromissos, as parcerias e os esforços de sustentabilidade da Boeing em seu Relatório de Sustentabilidade de 2022 lançado recentemente e no site de sustentabilidade da Boeing.

Fonte: Aeroflap

Foto: Boeing ecoDemonstrator em Frankfurt. Fraport/Divulgação

Seara amplia frota de caminhões elétricos refrigerados para operações logísticas

0
Por Christian Presa, com informações de Assessoria de Imprensa

A eletrificação de frotas também está presente nas operações da Seara. Nesta semana, a companhia anunciou que está ampliando de 19 para 200 caminhões 100% elétricos refrigerados até janeiro de 2023.

Os veículos serão utilizados na distribuição de produtos em todo o país. Para isso, a Seara contará com o apoio da No Carbon, empresa da JBS Novos Negócios especializada em locação de caminhões movidos a eletricidade.

De acordo com a empresa, os veículos da NoCarbon possuem 170 quilômetros de autonomia, capacidade de transportar até 4 toneladas de carga. Os caminhões também são equipados com baús frigoríficos, armazenando, simultaneamente, produtos resfriados e congelados.

A iniciativa irá contribuir para reduzir as emissões escopo três de gases de efeito estufa, relativas às emissões indiretas das operações da companhia. Atualmente, cada veículo elétrico da frota evita o lançamento anual de cerca de 30 toneladas de CO2 equivalente na atmosfera.

“Nosso objetivo é ampliar cada vez mais o alcance de soluções logísticas sustentáveis e de baixo carbono. Por isso, temos como meta ter veículos elétricos em todas as regiões metropolitanas com Centro de Distribuição da Seara.” – Fabio Artifon, diretor de Logística da Seara.

REDUÇÃO NAS EMISSÕES DE CO2

Com a substituição de veículos movidos a diesel pelos novos caminhões elétricos, a Seara tem a expectativa de reduzir aproximadamente emissões indiretas de 6 mil toneladas de CO2. Isso equivale ao plantio de cerca de 45 mil árvores.

“Com a entrada dos novos caminhões elétricos, viabilizamos a renovação da frota e apoiamos o nosso transportador parceiro sem que ele precise fazer o investimento de transição para uma frota de baixo carbono”, reforçou Artifon.

O avanço da eletrificação da frota de transporte faz parte dos esforços da JBS para se tornar Net Zero em 2040. Com isso, a empresa planeja reduzir as emissões de escopo 1 (diretas), 2 (indiretas em energia elétrica) e 3 (indiretas) e compensar toda a emissão residual.

Além do menor impacto ambiental, uma das principais vantagens dos veículos elétricos é o baixo custo de operação e manutenção. O caminhão não possui, por exemplo, filtro de ar, filtro de óleo, filtro de combustível, sistema de escapamento, correias, bico injetor, bomba de injeção e demais itens que fazem a manutenção de um veículo convencional custar até seis vezes mais do que o modelo elétrico.

ELETRIFICAÇÃO DE FROTAS É PROMISSORA, MAS ESTÁ EM DESENVOLVIMENTO

Diante da relação entre as demandas por desenvolvimento sustentável e o avanço da tecnologia, uma das empreitadas mais discutidas é a adesão aos veículos elétricos. Para além do uso comercial, a alternativa de eletrificação é algo que enche os olhos dos gestores de frota. Isso porque se trata de uma opção que, além de apresentar menor impacto ambiental, também têm vantagens como a redução de custos – vide o preço dos combustíveis –, o que gera benefícios às operações.

Porém, apesar de promissora, essa ainda é uma realidade que se manifesta quase como que um projeto experimental no Brasil. De acordo com o relatório “Eletromobilidade – Uma das soluções para alcançar a neutralidade de carbono”, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgado em março deste ano, o mercado de caminhões elétricos ainda está em fase de consolidação no Brasil.

O mesmo levantamento traz dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sobre o licenciamento de caminhões e ônibus elétricos no país: entre 2021 a 2022, foram apenas 376 veículos licenciados – um número, de acordo com a CNT, “pequeno para o potencial que o Brasil possui e […] que evidencia o longo trajeto a ser percorrido”.

Isso não quer dizer, no entanto, que as empresas não estejam caminhando rumo a esse cenário. Além da própria Seara, uma matéria da MundoLogística trouxe exemplos de empresas como Magalu e Danone, que já aderiram aos veículos elétricos e manifestaram interesse de expandir essa frota nos próximos anos.

Fonte: Mundo Logística

Foto: Divulgação

Abralog na CNN: crescimento do e-commerce faz galpões logísticos ter recordes em 2022

0

O mercado de galpões e condomínios logísticos aqueceu com o fortalecimento do e-commerce no Brasil e bateu recordes históricos no segundo trimestre de 2022. A atual taxa de absorção líquida, que é o quanto o mercado alugou de galpões, alcançou o maior patamar da história para o período, com 872 mil metros quadrados alugados, nos meses de abril, maio e junho.

O número representa um aumento de 0,22% em relação ao 2º trimestre de 2021 (recorde anterior), e de mais de 384% em relação ao 2º trimestre de 2019. Segundo o setor, esse cenário foi impulsionado pelo crescimento do e-commerce durante a pandemia.

Nos seis primeiros meses deste ano, o setor já faturou cerca de R$ 2,6 bilhões em contratos de aluguel. Em 2021, o faturamento foi de R$ 4,3 bilhões.

Os dados foram divulgados pela SDS Properties, associada da Associação Brasileira de Logística (Abralog) e pela Fulwood – incorporadora de galpões e condomínios logísticos, que atua há mais de 27 anos no mercado.

Segundo o setor, o cenário atual é consequência do impulsionamento das vendas online ao longo da pandemia, que potencializou as mudanças de hábitos de consumo.

Com a demanda crescente no e-commerce, as centrais de distribuição estão cada vez mais procurando locais que tornem suas operações eficientes, permitindo, assim, maior agilidade nas entregas.
Ainda de acordo com dados do setor, a taxa de vacância, ou seja, o índice que mede os empreendimentos que não foram alugados, caiu para cerca de 9% no segundo trimestre de 2022, frente ao primeiro trimestre. É, junto com o 3º trimestre de 2021, a menor taxa desde 2018.

“A taxa de vacância saudável para o mercado é na casa dos 10%. Tanto para o proprietário quanto para o inquilino. Essa taxa de vacância atual, que é bastante positiva, mostra que ainda existe mercado para construir novos empreendimentos”, explicou Simone Santos, CEO da SDS e uma das coordenadoras do comitê de real state da Abralog.

Para a CEO, os resultados do segundo trimestre deste ano foram uma surpresa para o setor, após os bons resultados observados em 2021 e os desempenho fraco no primeiro trimestre deste ano.

“O ano passado foi um ano super forte para o mercado, com absorções e locações em volumes recordes desde que começamos a contabilizar os estoques – em 2012. Quase tudo motivado pela velocidade de crescimento que o e-commerce teve com a pandemia e a mudança de hábito de consumidores”, disse.

Foi um crescimento de 6 anos em 6 meses. Esperávamos que 2022 não desempenhasse tanto como 2021, porque quando há muitas acomodações, demora um pouco para surgirem novas locações e empreendimentos. É normal. Mas o segundo trimestre veio surpreendendo, com muitas locações e demandas”.

Junto com o e-commerce, os segmentos de mercado que mais se destacaram foram o de transporte logístico e o de produtos de limpeza. Estes três setores representam 74% das locações do trimestre. Entre os estados, São Paulo teve o melhor desempenho de absorção, com absorção liquida positiva de 410 mil m².

Segundo estimativas da Fulwood, o estado de São Paulo representa cerca de 60% do mercado de galpões no Brasil. No ano passado já foi de aproximadamente 65%. Depois aparecem os estados do Rio de Janeiro, com 111 mil m² e Minas Gerais com 108 mil m². Um dos exemplos desse crescimento é o da cidade de Extrema, no sul de Minas Gerais.

A cidade com pouco mais de 35 mil habitantes tem recebido grandes empreendimentos logísticos e hoje cerca de 25% de todo o mercado eletrônico do Brasil passa por lá. Segundo Gilson Schilis, CEO da Fulwood, o município se consolidou como o principal player do e-commerce.
Ecommerce /
“Quer seja pela localização, quer seja pela rapidez com que o estado de Minas conseguiu aprovar projetos de grande envergadura para atender ao setor e a necessidade a qual repentinamente passou a ser demandada, além de sua localização estratégica, dada a sua proximidade com o estado de São Paulo, a cidade ganha cada vez mais importância para o setor”, explicou Schilis.

Schilis reforça como a pandemia ajudou a potencializar o e-commerce, que já vinha crescendo na casa de dois dígitos no período pré-pandêmico, e que passou a ser um agente importante de transformação econômica e social.

O CEO destaca as mudanças de percepção do setor e como as empresas entenderam que era preciso estra cada vez mais próximos dos destinos finais.

“Observamos que quando a gente falava em e-commerce em 2018, a gente notava que as pessoas procuravam um artigo na internet focando no preço mais barato. E a pessoa esperava 10, 15 dias, ou o tempo que demorasse. Mas com a pandemia, com as pessoas trancadas em casa, elas passaram a não querer mais esperar esse tempo todo”, destacou

“Então as empresas de e-commerce começaram a perceber que se elas conseguissem entregar produtos em até 48 horas em diversas regiões, teriam demanda para isso. A partir daí a malha de e-commerce e logística se sofisticou e se adaptou a essa nova demanda rapidamente, além de diversificar as regiões com galpões logísticos disponíveis.”

Apesar dos números positivos, o valor de locação dos galpões e condomínios logísticos estão subindo e devem continuar crescendo. Isso porque, segundo Abiner Oliveira, coordenador da Abralog e diretor comercial da consultoria imobiliária Colliers Brasil, o preço da construção no Brasil está muito elevado. Sendo assim, o setor deve apresentar estagnação no crescimento e se manter estável nos próximos meses.

“Deveremos ter números ao longo do ano mais acomodados, não devemos ver o crescimento observado neste segundo trimestre. O preço médio nacional de locação, que hoje está em R$ 21,80 o metro quadrado, deve chegar aos R$ 24 até o final do ano, um aumento de 10% a 15%. E essa escalada deve continuar no ano que vem, que não deve ser um ano tão bom quanto os últimos três anos, mas ainda assim deverá ser um ano mais positivo, pois já teremos um cenário eleitoral definido”, concluiu.

Segundo dados da Fulwood, a penetração do e-commerce no Brasil, ou seja, a fração de todas as vendas do varejo que foram feitas pelo e-commerce saiu de 8,3% em 2019, para 13,9% em 2020.

Em 2021 a taxa já era de 14,6% e, neste ano subiu, para 15,3%. Em 2021, por exemplo, de todos os contratos fechados pela Fulwwod em São Paulo, 64,4% foram para atender o mercado de e-commerce.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Divulgação

Ponte aérea é a primeira do mundo com acesso biométrico do check-in

0

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, esteve no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, na manhã de hoje (9), para vistoriar a implantação do projeto Embarque +Seguro 100% Digital. Combinando análise de dados e validação por biometria, a tecnologia dispensa apresentação de cartões de embarque e documentos de identificação dos viajantes de voos domésticos partindo de Congonhas e Santos Dumont, no Rio se Janeiro. A ponte aérea SP-RJ é a primeira do mundo com acesso biométrico do check-in ao embarque.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura (Minfra), o processo de implantação definitiva da tecnologia já está em andamento e acontece gradual e simultaneamente nos dois aeroportos, com previsão de conclusão neste mês. Quando a funcionalidade estiver disponível, os viajantes que estiverem em voos com embarques biométricos e optarem pelo uso da tecnologia só precisarão da imagem de seus rostos para fazer check-in e acessarem salas de embarque e aeronaves.

“No caso de comissários de bordo e pilotos da aviação regular, a solução inclui o acesso a áreas restritas dos dois terminais aéreos. A iniciativa tem o objetivo de tornar mais eficiente, ágil e seguro o processamento de passageiros e tripulantes, tendo por premissa a segurança no tratamento e a proteção dos dados pessoais dos usuários contra uso indevido ou não autorizado”, explica o Minfra.

Segundo o Minfra, cada empresa aérea que opere em um dos dois terminais poderá adotar procedimentos próprios para o cadastramento biométrico e validação do passageiro na base governamental. Para utilizar o sistema nesse momento, o usuário precisa apresentar documento biométrico válido (CNH digital ou título de eleitor digital); passagem aérea e acesso ao canal de cadastramento e validação biométrica da companhia aérea.

Por meio do canal, no momento do check-in ou após a sua realização, o passageiro realizará a validação biométrica associada a seu voo. Ele deverá aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD), devendo fazê-lo a cada novo voo. Executada essa ação, de forma digital, e sendo validado o cadastro, o passageiro estará apto a usar o sistema biométrico para o respectivo voo.

A biometria facial será usada em duas etapas. Primeiro, no acesso à sala de embarque, onde os totens farão a leitura da face, consultarão a base do governo e verificarão o cadastro do passageiro e a existência do cartão de embarque válido, liberando a entrada. A segunda etapa ocorrerá no portão de embarque, no momento de ingresso na aeronave.

Durante a fase de testes, foi possível perceber que, com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 segundos para 5,4 segundos por passageiro. Isso significa que, com a biometria, será possível processar mais embarques no mesmo tempo do processamento atual, correspondendo a um ganho de 27%. Mas os viajantes poderão optar entre o sistema e os procedimentos tradicionais de check-in e embarque, que continuam disponíveis.

“Já testamos em seis mil embarques em sete grandes cidades do país, e isso permite que possamos dar passo em direção a essa tecnologia. Vai trazer mais segurança, confiabilidade, agilidade e eficiência na hora do embarque. Vai ser muito mais simples e prático. A partir do dia 25 todos poderão embarcar de forma facultativa utilizando a biometria na ponte área Rio-São Paulo. A imagem da face dos passageiros ficará guardada pela Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)”, disse o ministro de Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Segundo ele, o sistema está instalado apenas dos aeroportos operados pela Infraero, mas o ministério tem feito um trabalho para incentivar os terminais privatizados a também utilizarem o serviço. “Até o final do ano teremos novos aeroportos entrando nessa tecnologia”, disse.

Fonte: Texto e foto — Ministério da Infraestrutura

Ondas magnéticas usadas para evitar acidentes em áreas de movimentação

0

Para tornar mais precisa a detecção de pedestres vulneráveis nos ambientes onde circulam máquinas e empilhadeiras, uma nova tecnologia passou a ser adotada, com melhores resultados: os sensores com campos eletromagnéticos. A inovação foi criada por um ex-engenheiro da NASA (Agência Espacial Norte-Americana), que batizou o sistema de HIT-NOT.

O sistema é composto por sensores instalados nas empilhadeiras e nos coletes dos funcionários que transitam pelos pátios e armazéns. Um Dispositivo de Alarme Pessoal (PAD) é usado pelo pedestre e contém elementos que se comunicam com o Gerador de Campo Magnético montado no equipamento móvel.

O HIT-NOT é indicado principalmente para operações com muitos pontos cegos, como grandes pátios ou Centros de Distribuição, em especial aqueles com cargas mais volumosas.

Sempre que um destes entrar no raio de detecção de sinais, o equipamento emitirá sinais sonoros, visuais e de vibração – para o pedestre e para o operador da empilhadeira – mesmo se entre eles houver pontos cegos e bloqueios físicos, como blocos de cargas, paredes, racks, contêineres.

O campo magnético do HIT-NOT® é dividido em duas zonas: Zona de Alerta e Zona de Perigo. E o raio de cobertura e detecção pode chegar a 13 metros para veículos de pequeno porte (rebocadores, empilhadeiras e tratores) ou até 30 metros para veículos de grande porte (retroescavadeiras, pá-carregadeiras e guindastes).

Vantagens do novo sistema — Nos últimos anos, as indústrias e operadores logísticos têm recorrido a diversas tecnologias para evitar acidentes com empilhadeiras. Uma delas é o RFID (identificação por radiofrequência), o mesmo sistema utilizado para leitura de etiquetas em supermercados. Nos armazéns logísticos, este método é adotado em sensores instalados nas empilhadeiras para detectar objetos em sua trajetória.

No entanto, as ondas de radiofrequência não atravessam barreiras físicas, como paredes, colunas e pilhas de cargas. Neste caso, se um pedestre surge de repente em um cruzamento de corredores, pode ocorrer um atropelamento, com consequências graves para os envolvidos e para a empresa.

Da NASA para a logística — O equipamento foi criado pela Frederick Energy Products, fundada em 1995 por Larry Frederick, ex-engenheiro da NASA, que trabalhou nos programas Apollo Moon e Skylab, entre outros. Após deixar a agência especial, Frederick se dedicou ao desenvolvimento de novas tecnologias, como projetos de segurança para astronautas e para atividades de mineração. O sistema de ondas magnéticas do HIT-NOT veio de um desses projetos.

“Antes da implantação de um sistema de detecção de movimentos, recomendamos um diagnóstico completo dos pontos de risco de uma operação logística”, diz Afonso Moreira, diretor da AHM Solution, que representa a tecnologia HIT-NOT® no Brasil e em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México.

O sistema HIT-NOT® já foi implantado pela AHM Solution em grandes empresas no Brasil e em outros países da região, como Alcoa, Arauco, Arcelor Mittal, Dow, Denso, GM, International Paper, Novelis, Souza Cruz, entre outras.

Acidentes na movimentação — As colisões e atropelamentos por empilhadeiras estão entre as maiores causas de acidentes nas operações logísticas. Segundo o estudo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, elaborado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre 2012 e 2019, a maior parte dos acidentes de trabalho no Brasil foi ocasionada pela operação de máquinas e equipamentos (15%). Em 2020, esse percentual subiu para 18%.

Mais informações em: https://www.ahmsolution.com.br/

Foto: Divulgação

Shopee lidera número de downloads de app entre os e-commerces no Brasil

0

Em 2022, tivemos o Brasil ranqueado como a população que, em média, gasta mais tempo utilizando aplicativos, segundo o report State of Mobile 2022 produzido pela data.ai, parceira da Similarweb. Quando olhamos especificamente para os dados dos e-commerces brasileiros, a Shopee, gigante plataforma de comércio eletrônico singapurense no Brasil, teve mais de 9 milhões de instalações únicas no segundo trimestre de 2022, seguido pelo Mercado Livre (4.292 milhões) e Magazine Luiza (3.710 milhões).

A pesquisa produzida pela Snaq em parceria com a Simillarweb traz dados do comportamento do digital dos principais e-commerces brasileiros entre abril e junho de 2022. Nele é possível ver nomes nacionais como Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia, além de internacionais como Alibaba, Amazon e AliExpress.

Neste indicador de downloads, notamos a presença da Shopee como primeira colocada pelo segundo semestre consecutivo. Este vem sendo um dos objetivos da empresa desde sua chegada ao Brasil em 2019, com uma estratégia agressiva de marketing. A Shopee apresentou 20,2% de participação no volume de de participação no volume de downloads das Top 10 marcas analisadas

Analisando as métricas do tráfego total, incluindo desktop e mobile, o Mercado Livre é líder absoluto de sessões mensais com 649 milhões. O 2º lugar é da OLX (296 milhões), seguido pela Amazon (276 milhões). Entretanto, vale dizer que o trimestre fechou em baixa de 10,45% quanto ao número de visitas se comparado ao mesmo trimestre de 2021, o que não necessariamente significa um desaquecimento do mercado varejista. 2021 foi um ano outlier economicamente, além de que agora, contamos também com a retomada do consumidor às compras em lojas físicas.

Principais buscas

O brasileiro está de olho em iPhone. No segundo trimestre de 2022, entre as palavras mais buscadas em mecanismos de pesquisa, iPhone 11 e iPhone 13 foram as duas mais procuradas. Na lista ainda aparecem nomes como ps5, notebook, cadeira gamer e geladeira.

Existem dois modos de uma palavra-chave ser ranqueada ao utilizar mecanismos de busca: orgânica ou paga. Na primeira opção, os buscadores cruzam alguns atributos do site, como: qualidade e originalidade do conteúdo, densidade de palavras-chave, links externos e internos e alguns outros.

Engajar para comprar

Mais do que novos downloads, o engajamento do público é algo buscado constantemente pelos e-commerces. Métricas como páginas visualizadas por sessão e tempo médio são importantes indicadores para melhorias quanto a experiência do usuário e conversão em compras. No período analisado pelo Report da Snaq, a OLX é a empresa com mais páginas visualizadas por sessão, ShopFácil fica na última colocação.

Em sites de vendas de novos e seminovos, como Mercado Livre e OLX, vemos uma média maior de páginas visualizadas, influenciada naturalmente pela necessidade do usuário “garimpar” produtos. A mesma premissa segue para o tempo médio de cada sessão. No segundo trimestre de 2022, os usuários ficaram cerca de 10 min em cada sessão da Shopee, sendo em média 3:30 em players como Alibaba, Magalu, Casas Bahia e Amazon.

Foto: Freepik / rawpixel.com

GOL implanta Centro de Distribuição de Voos na Bahia

0

A GOL Linhas Aéreas, maior Companhia do País, irá implantar na Bahia um centro de distribuição de voos e até 2023 deverá alcançar 50 voos diários nacionais, além de ligações ao exterior através de suas parceiras internacionais, partindo de aeroportos baianos. O plano de investimento da companhia é objeto de um termo de cooperação firmado com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA).

Entre os novos destinos domésticos partindo de Salvador, a serem implantados ainda este ano, estão: Lençóis, Paulo Afonso e Teixeira de Freitas. O acordo estabelece um cronograma em que a GOL se compromete a ampliar progressivamente sua oferta de voos, a partir da Bahia.

“A GOL cumpre seu papel de maior Companhia aérea do País ao direcionar-se pelo atendimento aos principais mercados brasileiros, como a Bahia, transformando a capital baiana em uma porta de entrada do Brasil, junto com as nossas parceiras, para o resto do mundo, e oferecendo aos Clientes nordestinos mais opções e agilidade em seus deslocamentos, sempre com confiança e Segurança, nosso valor número 1”, pontua Ciro Camargo, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da GOL.

De acordo com a Setur-BA, o investimento da Companhia representa, na prática, um novo impulso para o processo de retomada na economia baiana, envolvendo não só a geração de empregos e renda com a operação de novo parque de manutenção, como a ampliação do fluxo de visitantes nacionais e estrangeiros por conta das novas conexões de voo.

O acordo da Companhia com o Estado também prevê incentivos fiscais e isenção de ICMS em operações e prestações de serviços relacionadas à implantação do Centro de Distribuição de Voos, envolvendo importação de aeronaves, peças, aquisições externas ou internas de bens, máquinas, equipamentos, componentes aeronáuticos, ferramentas, estruturas metálicas e instalações e operações de aquisição de querosene de aviação.

A GOL Linhas Aéreas

GOL Linhas Aéreas é a maior Companhia aérea do Brasil e líder no segmento corporativo e de lazer.

Em 21 anos de história, democratizou o transporte aéreo no país e se tornou a maior empresa de baixo custo do setor, com a melhor tarifa da América Latina. A Companhia mantém alianças estratégicas com American Airlines e Air France/KLM, além de disponibilizar aos Clientes diversos acordos de codeshare e interline, trazendo mais conveniência e facilidade nas conexões para qualquer lugar atendido por essas parcerias.

Com o propósito de Ser a Primeira para Todos, a GOL tem investido continuamente em produtos, serviços e atendimento para oferecer a melhor experiência de viagem aos seus passageiros. É a primeira empresa aérea da América Latina a oferecer aos seus Clientes a possibilidade de compensação voluntária da emissão de carbono de seus voos, entre outras iniciativas de ESG.

A GOL prioriza a comodidade e o bem-estar, liderando em conforto com a maior oferta de assentos e mais espaço entre as poltronas; conectividade e entretenimento, oferecendo a mais completa plataforma com internet, filmes e TV ao vivo grátis; o melhor programa de fidelidade do mercado — SMILES, recentemente incorporada à GOL — e um atendimento ao Cliente reconhecido e premiado por diversas organizações, como ANAC, Reclame Aqui e Fórum Brasileiro de Relacionamento com o Cliente.

No segmento de transporte e logística de cargas, a GOLLOG possibilita a captação, distribuição e entrega de encomendas para diversas regiões do País e exterior. Internamente, a GOL tem uma equipe de 15 mil profissionais da aviação altamente qualificados e focados na Segurança, valor número um da Companhia. Atualmente, a frota da GOL consiste em 144 aeronaves Boeing 737.

Fonte: Portal Show Vip

Foto: Divulgação

D2C impulsiona resultados de empresas de tecnologia de supply chain

0

Mais empresas adotaram a venda direta aos consumidores, evitando operações antigas e de larga escala em favor do desenvolvimento de operações diretas ao consumidor (D2C).

Com o comércio físico ainda se recuperando da pandemia e os compradores optando por fazer mais compras on-line, alguns fabricantes dos setores de calçados, vestuário e eletrônicos adicionaram mais negócios D2C, informou, no sábado (6), o Wall Street Journal.

Uma dessas empresas, a Manhattan Associates, viu sua receita subir em um ritmo de dois dígitos até agora este ano, à medida que os clientes corporativos buscam mais tecnologia para lidar com pedidos individuais, ou seja, do D2C, de acordo com o relatório.

“Estamos começando a atrair… clientes com os quais nunca fizemos negócios antes, porque anos atrás eles não precisavam de nossas soluções, mas hoje precisam”, disse o CEO da Manhattan Associates, Eddie Capel. “Quase toda empresa está, de alguma forma, se aproximando do consumidor.”

Enquanto isso, o relatório observou que a Blue Yonder, subsidiária da Panasonic, adicionou cerca de 100 novos clientes este ano para sua tecnologia de gerenciamento da cadeia de suprimentos.

A tendência também fez com que muitas empresas, como a marca de calçados Allbirds e o provedor de ginástica doméstica Peloton, prosperassem na pandemia. A estratégia D2C também teve crescimento antes da pandemia – muitas empresas queriam vender seus itens diretamente aos clientes, evitando atacadistas e varejistas terceirizados.

Dito isso, o relatório observou como as operações podem variar, incluindo as dificuldades de gerenciar remessas individuais em oposição a centenas de caixas gerenciadas a granel. Isso viu o surgimento de empresas como Shopify, que oferecem ferramentas online projetadas para lidar com a logística.

Fonte: PYMNTS

Foto: Freepik

Começa a Logística Brasil, com três dias de programação

0

Nos dias 9, 10 e 11 de agosto, a partir de 13h00 até às 18h00, o evento Logística Brasil promete reunir mais de 3 mil pessoas online em torno das últimas novidades e tendências logística para o mundo dos negócios. O evento ganhou a segunda edição em 2022 após o sucesso absoluto da primeira edição, que reuniu mais de 4.500 inscritos e 700 pessoas conectadas simultaneamente. Os interessados em participar do evento este ano podem se inscrever gratuitamente no link: https://seniorlogisticabrasil.com.br/?utm_source=social-media&utm_medium=Apoiador+LogWeb&utm_id=Apoiador+LogWeb

“Nosso objetivo é reunir os principais líderes de grandes companhias do mercado para falar de estratégias, tendências e inovações em torno da logística. Nosso cenário mundial passou por momentos difíceis e ainda vive sensibilidades, e entendemos que o olhar para a logística pode contribuir de forma significativa para superação de desafios potencializando os negócios”, destaca Anderson Benetti, Head de Produto para Logística na Senior Sistemas, empresa que promove o evento em parceria com o Instituo Ilog – Instituto Logweb de Logística e Supply Chain.

O Logística Brasil conta com 15 palestras e temas variados, entre eles: Importância da Armazenagem Frigorificada para a cadeia logística; Gestão de risco e tecnologia na logística; 13 princípios estratégicos para implantação do ESG; O impacto dos custos logísticos na inflação mundial; Formação de equipes logísticas mais digitais; Gestão de contratos em Supply Chain, entre outros assuntos.

Para ministrar as palestras estão líderes e especialistas de empresas como Printi, BBM Logística, Coca Cola FEMSA, Brasfigo, JBS, Santos Brasil IT, Infracommerce, CISA Trading, Prolog, Marabraz, Grupo Sonepar, DB Schenker, Manserv e Penske Logistics.

Com o mote “Transformando desafios em novos caminhos”, o evento Logística Brasil levanta questões que fazem parte da rotina de negócio nas empresas que utilizam logística no seu dia a dia, levando em consideração todas as mudanças e desafios que o mundo tem enfrentado nos últimos dois anos.

“Quando falamos da importância da logística para os negócios facilmente associamos o assunto a eficiência, competitividade dos negócios e maior rentabilidade, pontos que ganham cada vez mais força nos últimos tempos. Durante o evento queremos ir além dessas questões, mirando nossa atenção para o futuro, usando as lições aprendidas para os próximos passos, ou seja, com um olhar para novas oportunidade de 2023 em diante”, pontua o executivo da Senior Sistemas.

O Logística Brasil será transmitido pela plataforma TD, uma das maiores plataformas de eventos digitais da atualidade. Além disso, entre os apoiadores do evento estão nomes como Logweb, Mundo Logística, Tecnologística, Ser Logístico, ABOL, Abralog e os patrocinadores: Oracle, Amazon e Veloe.

Confira a grade de palestras completa do Logística Brasil 2022:

Foto: Divulgação

Mercado Livre (MELI34) tem salto do lucro de 80% no 2º tri; ação fecha com alta de 16,16% na Nasdaq

0
Analistas veem companhia de e-commerce superando pares brasileiros, que ainda vão divulgar resultados

O lucro líquido do Mercado Livre (MELI34), empresa com sede na Argentina, somou US$ 123 milhões no segundo trimestre de 2022, um avanço de 79,8% ante mesma etapa de 2021. A receita líquida do grupo no período somou US$ 2,6 bilhões no trimestre, um avanço de 52,5% em dólar, no dobro da velocidade das vendas registradas pelo marketplace no período, a  US$ 8,6 bilhões (alta de 26% ano a ano).

Na sequência dos resultados, no pré-market da Nasdaq, às 9h42 (horário de Brasília) desta quinta-feira (4), os ativos MELI subiam 12%, a US$ 997,73. O ativo fechou com alta de 16,16%, a US$ 1.034,83.

A base de usuários chegou ao final de junho em 84,3 milhões, com adição de 3,5 milhões, mostrando forte desaceleração em relação aos últimos dois anos, quando as medidas de isolamento social para conter a pandemia levaram a uma explosão das operações online.

Um dos maiores vetores do aumento das receitas por clientes no grupo foi a expansão acelerada do braço financeiro do grupo, o Mercado Pago, que viu a receita líquida disparar 112,5% em dólares no comparativo anual, a US$ 1,2 bilhão, à medida que tem criado mais linhas de negócios, como seguros e investimentos. A carteira de crédito da unidade fechou junho em 2,7 bilhões de dólares, alta de 12,5% em apenas três meses.

A mudança de foco do Mercado Livre coincide com um período de maior ceticismo dos investidores no mundo todo em relação a modelos de negócio de alto crescimento baseados em tecnologia.

Em entrevista à Reuters, André Chaves, vice-presidente sênior de estratégia do Mercado Livre, destacou que o Brasil, que representou 56% da receita líquida do grupo no trimestre, segue como foco principal da companhia, que anunciou em março um investimento de R$ 17 bilhões para o país em 2022. O plano envolve a inauguração de quatro centros logísticos para dobrar sua capacidade de entregas.

Para o Itaú BBA, os números foram positivos. “Com crescimento sólido tanto no e-commerce quanto na divisão financeira, a companhia surpreendeu com rentabilidade acima das estimativas”, apontam os analistas do banco, destacando que o lucro antes de juros e impostos, ou Ebit, ficou 18% acima dos números otimistas e acima do consenso, com uma margem de 9,6%.

O índice de inadimplência foi um ponto de atenção, crescendo 3,8 pontos percentuais na comparação trimestral, mas a precificação parece compensatória, na visão dos analistas. “No geral, os resultados foram muito fortes e esperamos que a empresa supere seu pares no online brasileiro no 2T22”, avalia o BBA, que possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ativos MELI negociados na Nasdaq. O preço-alvo é de US$ 1.100, ou alta de 23,5% frente o fechamento da véspera.

Os analistas do Credit Suisse ajustaram as suas estimativas para a companhia após o resultado, destacando que os números foram impulsionados pelo desempenho superior da Fintech e com a parte de e-commerce em linha. O GMV (volume bruto de mercadorias) continua crescendo apesar do cenário macro e das bases de comparação difíceis.

O número de compradores atingiu 40,8 milhões e, como o Mercado Livre continua investindo e melhorando a experiência do usuário, os analistas comentam estarem vendo níveis sustentados de engajamento. Em fintech, o desempenho foi impulsionado pelo volume total de pagamentos (TPV) e pelo crédito.

Os analistas do Credit Suisse seguem com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), elevando o preço-alvo de US$ 1.430 para US$ 1.470, ou upside de 65% em relação ao fechamento da véspera.

O Credit aponta o aumento da taxa e a monetização de cerca de 16% para 20% do GMV e de cerca de 5% para 6% do TPV ao longo dos próximos anos; potencial para consolidar a participação de mercado em meio à crescente adoção do comércio eletrônico e opcionalidade para incluir fontes incrementais de receita de pagamentos. Os analistas do banco suíço destacam como risco principal o contexto macroeconômico mais desafiador em qualquer uma das regiões operacionais.

O Bradesco BBI viu como mais um forte resultado do Mercado Livre, que mostra a resiliência de seu modelo de negócios
e a força de sua execução. Uma das grandes preocupações dos resultados foi o crédito, e o impacto que uma deterioração na qualidade dos ativos teria nos resultados. Eles também destacaram que a inadimplência teve deterioração – embora parte disso seja em função de crescimento mais lento da carteira de empréstimos – mas a lucratividade continua forte.

O resultado, aponta o BBI, também mostra o foco da empresa em entregar uma rentabilidade mais robusta. Isso está sendo impulsionado tanto pela escala quanto por alguns ajustes táticos para melhor alinhar com as condições atuais do mercado.

Os analistas seguem com visão otimista devido à projeção positiva de expansão da margem e bom momento de ganhos, com estimativas de consenso subindo e recorde de execução em Fintech e e-commerce, além de ações ainda implicando um cenário excessivamente baixista. O banco mantém recomendação outperform para a ação, com preço-alvo de US$ 1.650, ou upside de 85%.

(com Reuters)

Fonte: InfoMoney

Foto: Leonidas Santana / Shutterstock.com